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27 de abr. de 2014

Sintonia::: Especial Barão Vermelho



Playlist com Top 15 contendo os maiores sucessos do Barão Vermelho.

Barão Vermelho, Ontem e Hoje

Barão Vermelho - O Poeta Está Vivo

Em 1989, o Barão Vermelho lançou seu primeiro disco ao vivo em São Paulo. Contudo, a morte de Cazuza em 1990 que pegou seus amigos e ex colegas de trabalho de surpresa e a saída de Dé Palmeira da banda, provocou mudanças na formação do Barão Vermelho. Neste período, o grupo estava finalizando as gravações do oitavo disco Na Calada da Noite. 

Esse trabalho é a prova final de que a banda descobriu a sua identidade e superou a ausência de Cazuza, além de mostrar uma sonoridade mais leve que a dos discos anteriores. A nova formação passou a ser Roberto Frejat nos vocais e guitarra, Fernando Magalhães no violão e guitarra, Dadi no baixo, Guto Goffi na bateria e Peninha na percussão. Maurício Barros retorna como músico convidado. O grupo ganhou o Prêmio Sharp como melhor conjunto de rock.

Em 1992 foi lançado pela Som Livre o segundo disco ao vivo do grupo gravado ainda em 1985, durante a turnê de Maior Abandonado em apresentação no Rock In Rio. Neste mesmo ano, o Barão Vermelho volta com o disco Supermercados da Vida, marcando a substituição do baixista Dadi por Rodrigo Santos. Em 1994 gravaram o disco Carne Crua. 

Os discos seguintes Álbum (de 1996) e Puro Êxtase (de 1998) evidenciam um som mais pop do grupo. Em 1999 gravam o disco Balada MTV, ao vivo e formato acústico, obtendo boas vendagens. Em 2002, lançam a coletânea Pedra, Flor e Espinho. Entre um e outro trabalho, o Barão sempre dava uma pausa nos shows e gravações. No início de 2007, o grupo resolve parar suas atividades e seus integrantes partem para projetos pessoais. Neste mesmo ano, foi lançado pela Editora Globo o livro Barão "Vermelho: Por que a Gente é Assim", escrito por Guto Goffi, Ezequiel Neves e pelo jornalista Rodrigo Pinto. 

Após 5 (cinco) anos, Frejat e Guto Goffi anunciam a volta do Barão Vermelho em 2012 para comemoração dos 30 anos do lançamento do primeiro disco do grupo e realizam vários shows pelo país.

Atualização do blog (06/12/2018): No dia 17/01/2017, o baterista Guto Goffi anunciou a saída de Roberto Frejat do grupo. Para seu lugar, entrou Rodrigo Suricato, ex-vocalista da banda Suricato, passando a assumir os vocais e guitarra do Barão Vermelho que conta com nova formação: Guto Goffi (bateria), Maurício Barros (teclados) e Fernando Magalhães (guitarra e baixo).

Barão Vermelho: Pós-Cazuza

Barão Vermelho - Quem Me Olha Só

Com a saída de Cazuza, começou um novo ciclo para a banda. Para lançar seu quarto LP Declare Guerra, seu último trabalho pela Som Livre em 1986, os rapazes recorreram a parcerias com os letristas Arnaldo Antunes (dos Titãs) e Antonio Cícero. No ano seguinte, o disco Rock'N Geral tem mais composições de seus próprios integrantes e foi considerado pela crítica e pelo próprio grupo como um bom trabalho. Destaque para a música "Quem Me Olha Só", parceria de Arnaldo Antunes e Frejat.

Nesse mesmo ano de 1987, o tecladista Maurício Barros deixou o grupo para criar sua própria banda (Buana 4) e o Barão Vermelho ficou reduzido a três integrantes, deixando-os mais unidos. Em 1988 gravaram o disco Carnaval, que representa um marco da segunda etapa do ciclo de vida do Barão Vermelho (no primeiro ciclo marcou com o disco Maior Abandonado). Por este novo trabalho, os integrantes emplacaram a música "Pense e Dance" como trilha sonora da novela Vale Tudo, de Gilberto Braga e exibida na TV Globo, retomaram o sucesso diante das baixas vendas dos dois trabalhos anteriores e voltaram aos palcos onde ficaram afastados  por mais de dois anos.

Nas apresentações do Barão Vermelho, o trio Frejat, Dé e Goffi contavam com as presenças dos músicos Peninha na percussão e Fernando Magalhães na guitarra que, mais tarde, seriam incorporados ao grupo. Em 1989, a gravadora Som Livre (da qual tanto Cazuza quanto o Barão Vermelho estavam desligados desde 1986 e 1986, respectivamente) lançou a coletânea Os Melhores Momentos de Cazuza e Barão Vermelho, reunindo seus grandes sucessos e uma faixa inédita: "Eclipse Oculto", de Caetano Veloso e regravada pelo Barão.

Cazuza e Barão Vermelho - Parte 2 (O "barão" Cazuza)

Barão Vermelho - Bete Balanço

Agenor de Miranda Araújo Neto era o nome de batismo de Cazuza (apelido tirado de um personagem infantil da literatura), nascido no dia 04 de abril de 1958, no bairro de Ipanema, Rio de Janeiro. De classe média alta, Cazuza nunca foi disciplinado e era boêmio, além de gostar de escrever e ouvir músicas.

Quando conheceu Roberto Frejat através da indicação de Léo Jaime, se tornou letrista e vocalista da banda Barão Vermelho em 1981. A voz rouca de Cazuza  e seu talento como letrista fizeram dele um dos mais talentosos artistas da década.

E no auge do rock brasileiro com o surgimento de vários grupos novos, o som do Barão Vermelho não chegou a agradar a pequena platéia do condomínio de Maurício Barros, onde a banda realizava seus ensaios. Um dia, o produtor e crítico musical Ezequiel Neves ouviu os garotos e resolveu investir neles, levando-os para a Som Livre. Curiosamente, o presidente da gravadora era pai de Cazuza, para a surpresa dos membros da banda.

Em 1982, veio a gravação do primeiro disco Barão Vermelho. Em 1983, gravou o segundo disco homônimo que emplacou o seu primeiro grande sucesso "Pro Dia Nascer Feliz", regravado pelo cantor Ney Matogrosso. Neste mesmo ano, o cantor e compositor Caetano Veloso regravou a música "Todo Amor Que Houver Nessa Vida", do primeiro disco da banda e a projetou nacionalmente.

Em 1984, veio o disco Maior Abandonado com destaque para "Por Que a Gente É Assim?", "Bete Balanço" (que virou música-tema do filme homônimo estrelado pelos atores Lauro Corona e Débora Bloch), além da faixa-título. A parceria Frejat/Cazuza conquistou a crítica, o público e um grande número de admiradores. Os integrantes do Barão Vermelho realizaram vários shows pelo país e uma excelente e aplaudida apresentação no festival Rock In Rio em 1985.

Apesar do sucesso, haviam desentendimentos entre os integrantes e, meses depois, Cazuza anunciou sua saída do grupo. E foi nessa época que surgiu a primeira internação hospitalar do cantor e que logo teve alta. Cazuza, então, gravou seu primeiro disco pela Som Livre, iniciando uma promissora carreira solo. De contrato com a gravadora Universal, seguiram os discos Só Se For a Dois (de 1987), Ideologia e O Tempo Não Pára (ambos de 1988), sendo elogiado pela crítica e premiado como um dos melhores letristas da mpb, emplacando vários sucessos como "Exagerado", "Brasil", "Faz Parte do Meu Show", "Codinome Beija-Flor" e, ao mesmo tempo, convivendo com a rotina de internamentos devido ao seu estado de saúde que se agravava em decorrência do vírus HIV que o deixava cada vez mais debilitado.

Em 1989, mesmo fragilizado pela doença, gravou o LP duplo Burguesia. Meses depois voltou a se internar e revela a todo o país que está com Aids. No dia 07 de julho de 1990, Cazuza faleceu no Rio de Janeiro, deixando várias músicas (algumas sem gravar) e o Brasil perdeu um dos seus mais criativos poetas do rock. Após sua morte, seus pais criaram a Sociedade Viva Cazuza em sua homenagem, visando proporcionar uma vida melhor a crianças soropositivas através de assistência à saúde, educação e lazer.


Cazuza e Barão Vermelho - Parte 1 (Introdução)

Barão Vermelho - Posando de Star

Durante muito tempo, o Barão Vermelho ficou conhecido como o grupo do Cazuza. Afinal, ele era o autor das letras agressivas das músicas que fizeram a banda ficar famosa na década de 1980. E, além disso, também era Cazuza (o vocalista) que deixou os companheiros para seguir carreira solo. 

Só então Frejat, o ex-parceiro de Cazuza nas letras, assumiu a liderança da banda e fez com que ela brilhasse com luz própria, mantendo em destaque no cenário do rock brasileiro. Não foi uma tarefa fácil porque o Barão teve de enfrentar muitas crises. Depois da formação inicial como quinteto, virou quarteto, trio e várias mudanças ocorreram ao longo de seus mais de 30 anos de carreira.

Tudo começou em 1981, quando o baterista Guto Goffi e o tecladista Maurício Barros se conheceram e tiveram uma idéia de formar uma banda de rock. Adotaram o nome "Barão Vermelho" em referência ao aviador alemão Manfred von Richthofen, principal inimigo dos Aliados na Primeira Guerra. Convidaram o guitarrista Roberto Frejat e o baixista Dé (André Palmeira) para completar a formação e realizarem os ensaios na casa de Maurício, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

A princípio, chamaram Léo Jaime (quando ainda era Léo Guanabara) para ser vocalista. Contudo, este já fazia parte da banda João Penca e Seus Miquinhos Amestrados e indicou aos companheiros do Barão um novo nome para os vocais: o garoto Cazuza. Era o início de uma das maiores bandas de rock do Brasil.

Barão Vermelho - Por Que a Gente É Assim? / Ponto Fraco / Pense e Dance


Barão Vermelho em apresentação no Citibank Hall, no Rio de Janeiro no dia 23 de abril de 2013, onde canta 3 (três) dos seus grandes sucessos, para delírio do público presente, em comemoração dos 30 anos da banda.

Homenageado do Dia: Barão Vermelho


Barão Vermelho - Pro Dia Nascer Feliz

Uma das maiores e conhecidas bandas de rock que surgiram no país na década de 1980 e que marcou gerações com seus grandes sucessos, tanto pela irreverência de Cazuza, como pela liderança de Frejat. Barão Vermelho é a banda Homenageada do Dia deste domingo.