Playlist com Top 15 contendo as maiores composições de Vinícius de Moraes.
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7 de out. de 2012
Vinícius de Moraes e seus últimos trabalhos
Maria Creuza, Toquinho e Vinícius - Tarde Em Itapoan
Em 1968, durante o período da Ditadura Militar no Brasil, Vinícius se afastou compulsoriamente da carreira diplomática que exercia desde 1943 quando estava em Portugal. Um ano depois, lança seu livro Obra Poética e parte para Punta Del Este, no Uruguai, junto com Dorival Caymmi e Maria Creuza realizando uma apresentação. É neste período que inicia uma parceria de sucesso com Toquinho, que irá durar até o fim de seus dias.
Em 1970, Vinícius se apresenta no Canecão, no Rio de Janeiro, ao lado de Tom Jobim, Toquinho e Miúcha com grande sucesso. Logo depois, se apresenta em Buenos Aires na Argentina com Maria Creuza e Toquinho, cujo show foi gravado ao vivo em LP no mesmo ano, reunindo grandes sucessos da trajetória do poeta.
A parceria de Toquinho e Vinícius rendeu vários shows pelas cidades brasileiras, além de compor vários sucessos juntos como "Tarde Em Itapoan", "Como É Duro Trabalhar" e "Como Dizia o Poeta" e lançando discos memoráveis como O Poeta e o Violão, gravado em 1975 em Milão, na Itália. Em 1978, durante sua visita em Portugal, grava um disco com a cantora portuguesa Amália Rodrigues. Dois anos depois, lança o disco A Arca de Noé com poemas infantis baseados no livro homônimo musicados e interpretados por vários intérpretes da música brasileira. O sucesso comercial do álbum resultou no especial da TV Globo, exibido no mesmo ano.
E é em 1980, no dia 09 de julho, que Vinícius de Moraes morre em sua casa no Rio de Janeiro. Entretanto, sua obra artística na poesia, na música e no teatro merece todo reconhecimento pelo que tem feito. Foi homenageado pela Escola de Samba Império Serrano em 2011 com o samba-enredo "A Bênção, Vinícius".
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Vinícius de Moraes, poesia, teatro e música
Vinícius de Moraes, Maria Bethânia e Toquinho - Apelo / Soneto da Separação
Além da poesia, Vinícius de Moraes trabalhou também como crítico de cinema e literatura em jornais e revistas no início da década de 1940 e se destacou no teatro compondo algumas peças e textos. O mais conhecido do público é a tragédia Orfeu da Conceição composta em três atos e ambientada nos morros do Rio de Janeiro, narrando a estória de amor entre Orfeu e Eurídice, no ano de 1956. Foi nesta peça que Vinícius conheceu Antônio Carlos Jobim, ainda desconhecido na música, que compôs a trilha.
A peça Orfeu da Conceição foi encenada com sucesso no Rio de Janeiro e, em 1958, foi transformada em filme pelo cineasta francês Marcel Camus com o título Orfeu Negro, vindo a receber a Palma de Ouro no festival cinematográfico de Cannes.
A peça Orfeu da Conceição foi encenada com sucesso no Rio de Janeiro e, em 1958, foi transformada em filme pelo cineasta francês Marcel Camus com o título Orfeu Negro, vindo a receber a Palma de Ouro no festival cinematográfico de Cannes.
Na música, os temas predominantes na obra musical de Vinícius de Moraes foram o amor, a devoção pela Bahia e os orixás, além de escrever para o público infantil (destaque especial para os dois volumes do disco A Arca de Noé lançados em 1980 e 1981, seus últimos trabalhos baseados em seu livro homônimo publicado em 1970).
Na década de 1960, Vinícius fez várias parcerias musicais importantes, consolidando sua carreira musical e se tornando um dos grandes letristas da nossa música popular brasileira. Participou, junto com Tom Jobim, João Gilberto e o grupo Os Cariocas em um concerto da bossa nova, no Rio de Janeiro. Seu primeiro LP foi gravado com a atriz Odete Lara. Em 1965, sagrou-se vencedor no I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior com a música "Arrastão", composta em parceria com Edu Lobo e defendida pela cantora Elis Regina.
Em 1966, foi exibido no Brasil o filme Arrastão: Os Amantes do Mar realizado na França por Antoine d'Ormesson, com roteiro de Vinícius, que transpunha em termos de folclore brasileiro a lenda histórica de Tristão e Isolda.
Em 1966, foi exibido no Brasil o filme Arrastão: Os Amantes do Mar realizado na França por Antoine d'Ormesson, com roteiro de Vinícius, que transpunha em termos de folclore brasileiro a lenda histórica de Tristão e Isolda.
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Vinícius de Moraes e o Modernismo
Toquinho e Vinícius de Moraes - Garota de Ipanema
Recebendo como herança todas as conquistas da geração de 1922, ano em que foi realizada a Semana da Arte Moderna que marcou uma literatura mais nacionalista e crítica inspirando-se nas vanguardas européias, a segunda fase do Modernismo brasileiro se estendeu de 1930 a 1945, sendo um período rico tanto pela produção poética como na prosa, no meio das transformações sociais ocorridas na primeira metade do século XX.
A poesia nesta fase literária, representa um amadurecimento e aprofundamento das conquistas da geração de 1922, apresentando questionamentos sobre o indivíduo e a realidade social e politizada. Por outro lado, surge uma corrente mais voltada para o espiritualismo e o intimismo que marcará a obra de alguns poetas nesta fase, entre eles, o próprio Vinícius de Moraes.
O início da carreira de Vinícius está intimamente ligado ao Neo-Simbolismo da corrente espiritualista e à renovação católica da década de 1930. Sua vocação literária surgiu quando ainda estudava na Faculdade de Direito do Catete, bem como seu gosto de escrever letras para músicas (as primeiras canções foram com os Irmãos Tapajós). Seu primeiro livro O Caminho Para a Distância foi publicado em 1933, com cerca de 40 poemas de Vinícius. Percebe-se, em vários de seus poemas desta fase, um tom bíblico em seus versos a exemplo do poema "O Dia da Criação". Por outro lado, boa parte de sua obra também mostra um outro enfoque voltado para o sensualismo, acentuando uma contradição entre o prazer da carne e a formação religiosa.
Em 1938, Vinícius de Moraes recebeu a primeira bolsa do Conselho Britânico para a Universidade de Oxford, onde foi estudar língua e literatura inglesa. Já tinha, então, publicado mais três livros de poesia: Forma e Exegese (1935), Ariana, a Mulher (1936) e Novos Poemas (1938). Na Inglaterra, acabou de escrever Cinco Elegias, publicadas no Brasil em 1943.
Em 1938, Vinícius de Moraes recebeu a primeira bolsa do Conselho Britânico para a Universidade de Oxford, onde foi estudar língua e literatura inglesa. Já tinha, então, publicado mais três livros de poesia: Forma e Exegese (1935), Ariana, a Mulher (1936) e Novos Poemas (1938). Na Inglaterra, acabou de escrever Cinco Elegias, publicadas no Brasil em 1943.
Na sua poesia, Vinícius buscou valorizar a felicidade, a alegria, a plena realização do amor como razão da vida, mas também a temática social. Na década de 1950, sua importante participação na evolução da música popular brasileira ajudou a difundir a bossa nova para o Brasil e para o mundo, unindo-se ao maestro Tom Jobim e compondo grandes clássicos como "Chega de Saudade" (que marcou o nascimento do movimento com a gravação de João Gilberto em 1958), "Eu Sei Que Vou Te Amar" e "Garota de Ipanema", sendo esta uma das músicas mais gravadas em todo o mundo, perdendo apenas para "Yesterday", dos Beatles.
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Tom, Vinícius, Toquinho e Miúcha - Berimbau / Canto de Ossanha
Show histórico realizado na cidade de Milão, na Itália em outubro de 1978 em que reuniu o poetinha Vinícius de Moraes, junto com os amigos Tom Jobim, Toquinho e Miúcha. Neste clipe final desta apresentação, Vinícius canta duas composições feitas em parceria com Baden Powell: "Berimbau" e "Canto de Ossanha".
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Homenageado do Dia: Vinícius de Moraes
Vinícius de Moraes e Baden Powell - Samba da Bênção
Marcus Vinícius da Cruz Mello Moraes foi um dos poucos que tiveram destaque na literatura e na música brasileira. Conhecido, segundo ele mesmo, por "capitão-do-mato, poeta, diplomata e o branco mais preto do Brasil" em uma de suas canções "Samba da Bênção", composta com Baden Powell (um dos seus inúmeros parceiros musicais), Vinícius de Moraes é o Homenageado do Dia deste domingo.
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