Playlist com Top 15 com os maiores sucessos e composições de Dominguinhos.
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24 de jun. de 2012
Dominguinhos, uma carreira de sucesso
Dominguinhos - Isso Aqui Tá Bom Demais
No Rio de Janeiro desde meados da década de 1950, Dominguinhos tocou em gafieiras e na Rádio Nacional, onde ingressou em 1967, ano em que gravou seu primeiro LP e gravou mais sete LPs de forró na etiqueta Cantagalo. Na década de 1970, chegou a participar de vários espetáculos de Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Quinteto Violado e foi se tornando conhecido pelo Brasil.
Em sua carreira, gravou mais de 30 discos e compôs grandes sucessos que tornaram conhecidos tanto em sua voz como de outros intérpretes, além de firmar como grande sanfoneiro, seguindo a tradição herdada culturamente por Luiz Gonzaga.
Também foi vencedor de 4 Prêmios Sharp e do Grammy Latino que ganhou em 2002 com o CD Chegando de Mansinho. Em 2008, após lançar um cd em dueto com o violonista gaúcho Yamandu Costa, foi homenageado no Prêmio Tim de Música e, dois anos depois, ganhou o Prêmio Shell de Música. Aos 71 anos de idade, ainda mostra grande desenvoltura como instrumentista e realizando shows pelo Brasil.
Nota do blog (atualização em 09/08/2013): Em dezembro de 2012, Dominguinhos começou a apresentar sérios problemas de saúde, vindo a ser internado em Recife-PE e logo depois em São Paulo-SP. No dia 25 de julho de 2013, Dominguinhos faleceu aos 72 anos de idade devido ao câncer de pulmão e foi sepultado na capital pernambucana.
Nota do blog (atualização em 09/08/2013): Em dezembro de 2012, Dominguinhos começou a apresentar sérios problemas de saúde, vindo a ser internado em Recife-PE e logo depois em São Paulo-SP. No dia 25 de julho de 2013, Dominguinhos faleceu aos 72 anos de idade devido ao câncer de pulmão e foi sepultado na capital pernambucana.
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Sobre Dominguinhos
Dominguinhos - Gostoso Demais
No começo, José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, ainda apelidado Nenê, tocava pandeiro no trio de irmãos Os Três Pingüins, ao lado de Moraes (sanfona) e Valdomiro (malê, uma espécie de zabumba). O grupo mirim exibia-se nas feiras e portas de hotéis de sua cidade, Garanhuns, Pernambuco, quando foi ouvido por Luiz Gonzaga. O rei do baião, no auge, encantou-se com Dominguinhos (então com sete anos, em 1948) e prometeu apadrinhá-lo se ele viesse para o Rio, o que só aconteceria em 1954. Radicado no subúrbio de Nilópolis, o filho de mestre Chicão, tocador e afinador de sanfonas de oito baixos (como Januário, pai de Gonzaga), ganhou uma sanfona do padrinho e formou com Miudinho e Borborema o Trio Nordestino. No refluxo do baião, que saiu de moda em meados dos 60, Dominguinhos foi obrigado a aprender outros gêneros musicais para tocar em gafieiras, churrascarias e boates. Apesar disso, ainda havia mercado para o gênero, acreditava outro sanfoneiro, Pedro Sertanejo (pai de Oswaldinho).
Em 1967, ele levou Dominguinhos para gravar discos instrumentais de forró em seu selo Cantagalo, no qual ele estrearia como solista e trabalharia também como acompanhante. Já no ano seguinte, formava dupla com Anastácia, que se tornaria sua esposa e parceira em clássicos como "Eu Só Quero Um Xodó" e "Tenho Sede", êxitos na voz de Gilberto Gil, além de outros sucessos como "De Amor Eu Morrerei, "Lamento e Saudade", "Saudade Matadeira" e "Forró em Petrolina".
Como Luiz Gonzaga (que o projetou no show Volta para Curtir, em 1972), Dominguinhos deve a virada em sua carreira ao incentivo e parceria com os baianos já na fase pós-tropicalista. Gal Costa levou-o para o festival MIDEM europeu no ano seguinte, participou do show Índia da cantora e de Refazenda de Gilberto Gil. Dominguinhos atuou também com Caetano Veloso e Maria Bethânia e abriu seu leque de parcerias (mais adiante com Guadalupe, sua segunda mulher), incluindo de Fausto Nilo ("Pedras que Cantam") a Chico Buarque ("Tantas Palavras", "Xote da Navegação"). Com o também pernambucano Nando Cordel, ele fez a toada lenta "De Volta Pro Aconchego", um estouro na voz de Elba Ramalho, e o forró "Isso Aqui Tá Bom Demais", gravado em dupla com Chico Buarque. Com Gilberto Gil compôs entre outras "Abri a Porta" (sucesso do grupo A Cor do Som) e "Lamento Sertanejo".
A parceria com o poeta Manduka, "Quem Me Levará Sou Eu", ganhou o Festival da TV Tupi, em 1979, defendida por Fagner. Sua versatilidade como compositor - assinou também trilhas e temas musicais de filmes como O Cangaceiro (Aníbal Massaini Neto) e As Aventuras de um Paraíba (Marco Altberg) - equivale aos dotes torrenciais do músico.
A bordo do instrumento que o consagrou, Dominguinhos consegue ser melodioso até o lamento de dor ou incendiar um forró apinhado de dançarinos. Seu fole descende do mestre de todos Luiz Gonzaga, mas ele também é um criador com autonomia. Em sua longa discografia, ele compôs e gravou choros (Homenagem a Nazareth, Nosso Chorinho, Chorinho pra Guadalupe), além dos clássicos atemporais (A Maravilhosa Música Brasileira, 1982) e incontáveis temas para forró. Foi através de sua sanfona, aliás, que essa expressão antiga ganhou um conteúdo amplo e acabou abarcando vários estilos nordestinos (xaxado, baião, coco, quadrilha, entre outros). O célebre Forró do Dominguinhos que ele começou a praticar em shows para platéias universitárias espalhou-se pelo país e virou um gênero musical. Concedeu esta entrevista ao programa Ensaio, da TV Cultura de São Paulo em 1990, aos 49 anos.
---------------------------------------------------------Ensaio de Tárik de Souza Farhat publicado em 23/08/1990. Extraído do site da SESC-SP
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Dominguinhos - Sete Meninas
Em apresentação na TV Cultura, Dominguinhos interpreta "Sete Meninas", composição dele com Toinho Alves e que faz parte do disco Quem Me Levará Sou Eu?, de 1980.
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Homenageado do Dia: Dominguinhos
Dominguinhos - Chameguinho
Instrumentista, cantor e compositor, Dominguinhos é um dos nomes mais respeitados da música nordestina e do Brasil. Hoje, dia de São João, ele é o Homenageado do Dia que trago pra todos conhecerem um pouco de sua vida e carreira.
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