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28 de nov. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 150

Hoje, quinta-feira (dia 28/11/2013), estarei encerrando a seção "História da Música" neste blog, tendo esgotado todas as pesquisas no que se refere à música no mundo e no Brasil, com histórias das danças e ritmos, dos instrumentos musicais, das obras e peças musicais mais consagradas em todo o mundo, das biografias de compositores da música erudita, das curiosidades musicais, dos movimentos musicais nacionais e internacionais, dos festivais de música, enfim, teve de tudo e mais um pouco para agradar a todos os leitores, admiradores e pesquisadores que gostam e apreciam a boa música brasileira e estrangeira.

A partir do ano que vem, uma nova seção irá fazer parte do blog todas quintas. Aguardem!

Junior Silva.

21 de nov. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 149


A ocarina é um instrumento musical de sopro, feito de barro ou de metal e que tem sons semelhantes ao da flauta. É de forma ovóide, munido de um bico por onde se sopra, e com orifícios por onde saem os sons. 

O Nouveau Larousse lllustré diz que a ocarina foi inventada cerca de 1880 na Itália, por um fabricante de Budrio clamado Giuseppe Donati. O instrumento lembra pela sua forma um pássaro, tendo o corpo furado por duas séries de buracos, quatro para a mão direita e quatro para a mão esquerda. 

Os tons variam em razão do diâmetro dos buracos; as ocarinas são de diferentes tamanhos e por consequência de diversos tons. Os sons da ocarina são muito suaves pelo que este instrumento teve grande voga na época da sua aparição. 

Em Portugal, a ocarina é conhecida desde 1816, ano em que, a 2 de Julho, se estrearam no teatro da Trindade, de Lisboa, sete artistas portugueses tocando em ocarinas de barro. Pouco depois apareceram, por imitação, os mani-flautistas, que tocavam servindo-se das mãos como duma ocarina. Entre estes músicos originais portugueses distinguiram-se Alves da Silva e Artur Dalhunty; que se estreou nos Recreios em 4 de Setembro de 1878.
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Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/ocarina.html

14 de nov. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 148


O clarinete (ou clarineta) é um instrumento musical de sopro, composto de um tubo com bocal de palheta e chaves como as da flauta, possuindo quatro registros de som: grave, médio, agudo e superagudo e era um dos mais populares da Europa desde a Idade Média.

O clarinete foi aperfeiçoado por volta de 1690 por Johann C. Denner. Tem extensão considerável para um instrumento de sopro: três oitavas e uma quinta. Sua afinação varia conforme o tamanho, sendo a mais comum é em si bemol. Foi introduzido na orquestra em 1750.

7 de nov. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 147


O saxofone é um instrumento musical de sopro, de metal, com palheta vibrante simples, tubo cônico munido de um mecanismo de chaves.

O uso conserva quatro modelos de saxofone: o soprano, o tenor, o alto e o barítono. Criado em 1840 pelo belga Antonie Joseph Sax, conhecido como Adolph Sax, que residia em Paris, na França, fabricando instrumentos musicais.

31 de out. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 146


O clarim é um instrumento de sopro de som agudo e penetrante, sem chaves e nem pistons, cujo corpo cônico (em cobre ou latão) pode ser enrolado em uma ou duas voltas.

É um instrumento essencialmente militar. Dá quatro notas e sua afinação varia de acordo com o país, podendo ser sol maior ou si bemol. Variantes do século XIX baseadas no clarim tradicional incluem clarins com chaves e com válvulas. Os clarins com chaves surgiram na Inglaterra no princípio do século XIX, com a patente do "Royal Kent bugle", que foi tirada por Joseph Halliday em 1811. Esse clarim era altamente popular e em amplo uso até 1850, caindo no desuso com o aparecimento da corneta valvulada.
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Extraído do Wikipédia (com adaptações).

24 de out. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 145


O bombardino pertence à família das saxotrompas e foi inventado por Adolphe Sax no ano de 1848. É um instrumento bastante recente cuja história começa no século XVII.

Tal como toda a família das saxotrompas, o Bombardino tem como base o Cornetim, ao qual foi adicionado um sistema de pistões.

A invenção das válvulas/pistões, atribuída a Heinrick Stozel e a Friederich Blushmel, por volta de 1815, revolucionou o design dos instrumentos de metal. O sistema de válvulas foi um sucesso, pois facilitou na afinação e na extensão do instrumento. Este sistema foi utilizado pela primeira vez em 1623 no Tenorbasshorn que era uma trompa idêntica ao Eufónio.

Em 1838, em Berlim, é inventada a Tuba Tenor por Carl Moriz. Entre 1842 e 1845 Adolph Sax produz a família das saxtrompas. Estes instrumentos de válvulas compreendem, entre outros, o Bombardino (Baritone Saxhorn) em Mi b e o Bombardão (Bass Saxhorn) em Si bemol.

Em 1843, em Weimar, Sommer desenhou e produziu uma trombeta de válvulas com tubo largo, com a extensão do barítono, à qual deu o nome de Euphonium, nome que mais tarde alterou para Baryton. Na mesma altura é inventado o Hellhorn. Este instrumento é um barítono Baixo e extensão Tenor.

Na década de 1840 foi introduzido no mercado o Phonicon, instrumento similar ao eufônio, mas com a campânula em forma da pêra.

Em 1859 e posteriormente em 1870 o professor Phasey, professor de eufônio e barítono, melhorou o Bombardino alargando o tubo. É a partir da década de 1870 que o Bombardino assuma a sua estrutura atual.
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Fonte: Lira Musical

17 de out. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 144


O didjeridu (ou didgeridoo) é um instrumento de sopro dos aborígenes australianos. É um aerofone, ou seja, um instrumento onde o som é provocado pela vibração do ar. O som no didjeridu é produzido pela vibração dos lábios e por outros sons produzidos pelo instrumentista.

O didjeridu é um instrumento muito antigo. Estudos arqueológicos baseados em pinturas rupestres sugerem que o povo aborígene da região de Kakadu já utilizava o didjeridu há cerca de 1.500 anos.

O autêntico didgeridoo de origem australiana é construído da forma tradicional por comunidades do norte da Austrália ou por pessoas que viajam para a Austrália central em busca da matéria-prima. Para a construção desses instrumentos são usados troncos duros, especialmente de eucaliptos, árvore abundante naquela região. Às vezes são usadas espécies nativas de bambu. Em geral, corta-se o tronco inteiro mas um galho sendo considerado forte o bastante pode ser usado no lugar do tronco completo. 

Os artesãos aborígenes que constroem o didgeridoo também aproveitam troncos que foram esburacados por cupins. Quando encontram uma árvore aproveitável, selecionam o galho, retiram a casca, adornam as extremidades e o instrumento ganha forma. Nesse ponto o didgeridoo recém-construído pode ser pintado e pode-se acrescentar cera de abelha ao bocal do instrumento. Didgeridoos também são feitos a partir de tubos tipo PVC. Estes geralmente têm um diâmetro entre 4 e 5 cm e um comprimento que corresponde ao tom desejado. O bocal muitas vezes é feito da tradicional cera de abelha ou de fita adesiva. Uma rolha de borracha furada e de um tamanho apropriado também pode servir de bocal.
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Extraído do site Wikipédia.

10 de out. de 2013

A Música no Brasil e no Mundo - Parte 143



A trompa surgiu na França, por volta de 1650, como um desenvolvimento da trompa de caça que se originou dos primitivos instrumentos feitos com chifres de animais. Já no final do século XVII foi integrada à orquestra.

É formada por um longo tubo cilíndrico de 2 metros, recurvado sobre si mesmo numa espiral de duas voltas. Na extremidade mais estreita, localiza-se o bocal em forma de funil, e, na outra, o pavilhão. O som é controlado por 3 válvulas, incorporadas ao instrumento no início do século XIX por dois alemães e um austríaco. Esse mecanismo permitiu a execução de todos os sons cromáticos da escala.

A trompa emite um som aveludado e suave. Considerada indispensável na orquestra a partir de 1830, foi utilizada também como solista por inúmeros compositores. Um dos efeitos utilizados na trompa é a “surdina” que se consegue quando o intérprete coloca a mão ou uma peça de madeira no pavilhão obtendo um apagamento do som. 
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Fonte: Física no Sopro.

3 de out. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 142


O trombone é um instrumento de sopro com bocal, provido de uma vara com a qual o executante, denominado trombonista, alonga ou encurta a coluna de ar em vibração para modificar a altura dos sons.

Seu som é considerado mais grave que o trompete. Pertencente à família dos metais, o trombone surgiu há mais de 600 anos. Há vários tipos, sendo os mais conhecidos são: o trombone baixo ou buccin, sendo uma trompa usada na Antiguidade; o trombone de vara onde o pavilhão é em forma de cabeça de serpente, chamado bucsen (bucsen de vara ou serpentão); e o de pistão, onde o som é regulado por válvulas chamadas de pistos.


26 de set. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 141


O trompete é um instrumento musical de sopro e com embocadura, composto de um tubo cilíndrico dobrado sobre si mesmo e que termina em um pavilhão. Os primeiros trompetes eram feitos de um tubo de cana, bambu, madeira ou osso e até conchas, e só mais tarde se fizeram de metal.

Várias evoluções do instrumento foram surgindo a partir do século XV. Contudo, tornou-se definitivamente cromático entre 1815 e 1830, após a adoção dos pistons, inventados por Blühmel e Stölzel.

Dentre os trompetistas mais famosos no mundo vale destacar nomes como Miles Davis, Louis Armstrong, Arturo Sandoval, Wynton Marsalis entre outros.

19 de set. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 140



A corneta é um instrumento de sopro feito de chifre ou de marfim. Também faz parte da família dos metais, sem pistões e nem chaves, de som agudo e penetrante. É afinado em dó ou em si bemol e dá apenas as quatro notas do acorde maior de sua tonalidade.

Desde meados do século XVIII, com a tradição iniciada pela cavalaria ligeira de Hanover, a corneta é muito usada nas forças armadas e por tropas de infantaria. Até mesmo na França, a corneta era um antigo estandarte de uma companhia de cavalaria.





12 de set. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 139


O oboé é um instrumento de sopro da família das madeiras, de palheta dupla, no qual o tubo, ligeiramente cônico, termina em um pavilhão ligeiramente alargado.

É um instrumento muito antigo (um de seus ancestrais seria o aulos grego) e muito difundido no Oriente, na África e no Ocidente. Nos países orientais e islâmicos, a palheta não é pinçada pelos lábios como no Ocidente, mas entra em vibração graças ao sopro do instrumentista conhecido como oboísta.

Aperfeiçoado no decorrer dos séculos XVIII e XIX, o oboé da orquestra sinfônica, classificado entre as madeiras, tem seis orifícios e três chaves. Possui uma extensão de duas oitavas e uma quarta.

5 de set. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 138

A gaita é um instrumento musical de sopro, feito de madeira ou de metal, em geral de pequenas dimensões, que se toca fazendo-o correr de um canto a outro da boca. Daí que é conhecido também como gaita-de boca, gaita de beiços, gaita de sopro ou harmônica, sendo esta denominação popular aqui no Brasil.

Não se sabe ao certo a sua origem. Contudo, alguns historiadores acreditam que a gaita teve sua origem a partir de um instrumento musical chinês denominado sheng há pouco mais de 5 (cinco) mil anos, que era formado por tubos verticais, onde os músicos e os compositores desenvolviam a técnica das palhetas livre, muito comum na Ásia. Outros acreditam que tenha sido inventado pelo alemão Christian Friedrich Ludwig Buschmann, sendo um instrumento formado por 12 a 15 (quinze) diapasões ou palhetas, com cerca de 10cm de comprimento, ligadas por uma armação de metal o qual chamou de "aura" no século XIX. Outros produtores como Christian Messner e Mattias Hohner buscaram aperfeiçoar o instrumento, dando suas contribuições e popularizando-o em todo o mundo.

Existe também a gaita de foles, um instrumento de sopro no qual o ar enche um odre de pele de cabra ou carneiro, saindo por tubos providos de palhetas. O executante sopra em um dos dois tubos superioresm com registro, e manipula os orifícios dos tubos de saída. Supõe-se que tenha sua origem na Ásia, mas é conhecido como instrumento típico da Escócia.

Há vários tipos de gaitas-de-boca sendo as mais comuns são a diatônica e a cromática.




4 de jul. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 137


O berimbau é um instrumento musical que foi introduzido no Brasil pelos escravos africanos, sendo constituído por um arco cujas extremidades se ligam por um fio de metal, ao qual se adere uma meia-cabaça que serve como caixa de ressonância.

É percutido com uma vareta, que se segura entre o indicador e o dedo médio da mão direita, juntamente com um maracá (cestinha de palha com sementes), para marcar o ritmo. É conhecido também como berimbau-de-barriga ou urucungo, por apoiar-se no ventre do músico.

O berimbau é muito usado no folclore baiano, sobretudo para acompanhar a capoeira durante o jogo. Entre os músicos renomados, alguns utilizaram o berimbau como instrumento como Max Cavalera, Naná Vasconcelos, Paulinho da Costa e Ramiro Musotto.

20 de jun. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 136


O bandolim é um instrumento de cordas surgido na Itália no século XVI, com formato de pêra e costas abauladas, possuindo 8 cordas agrupadas duas a duas, com afinação em E (mi), A (lá), D (ré) e G (sol), que são tocadas com uma palheta.

Apresentando-se como uma evolução do alaúde, o instrumento veio na mala dos colonizadores portugueses, e assumiu sotaque local, sendo amplamente utilizado em serestas, valsas e, obviamente, na música portuguesa, principalmente o fado. A música lusitana teve forte influência em nossos bandolistas, a se notar por Jacob do Bandolim.

A primeira gravação brasileira do bandolim como instrumento solo data de 1913. O Grupo dos Sustenidos registrou, entre outras, a valsa "Saudade Eterna", de Santos Coelho, peça executada até hoje.
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Fonte: Bandolim.Net (com adaptações).

13 de jun. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 135



A cítara é um instrumento musical de cordas tensas, com uma caixa de ressonância de madeira, provavelmente originário da Mesopotâmia e difundido na Grécia Antiga em homenagem ao deus Apolo, na mitologia grega. Era tido como uma forma aperfeiçoada da lira.

Originalmente era composto por 5 cordas, sendo o instrumento aperfeiçoado ao longo dos anos com a introdução de mais cordas. A cítara moderna, popularmente no Tirol, Baviera e Áustria, compõe-se de uma caixa plana, sobre a qual de distendem 19 cordas.

6 de jun. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 134


Vindos do Norte da Índia, o Sitar é um membro da família do alaúde. Por milhares de anos, o sitar tem encantado platéias exigentes.

Tradicionalmente, o Sitar é considerada o principal instrumento musical entre culturas Hindustani. O termo “hindu” refere-se a vários dialetos e formas de arte nativa do norte da Índia e do Paquistão. Como o instrumento principal de cordas da época pré-islâmica da Índia, a sitar era um instrumento  comum de festas religiosas. Com o tempo, ela tornou-se um instrumento para as mulheres que cantavam e dançavam em festividades importantes.

Não foi até os séculos 18 e 19 que a Sitar foi aceita como um instrumento solo clássico. A história foi feita, e este instrumento tornou-se uma parte da cena musical mundial. Hoje, o sitar tornou-se uma característica popular no mundo do entretenimento, especialmente na Índia (ou “Bollywood”, como é comumente referido). Com o seu som delicado, é usado para acompanhar a dança e outras cenas.

Historiadores acreditam que o Sitar originou-se da Veena, um instrumento de cordas com trastes muito popular na Índia antiga. Conta a história que a Veena era tocada por Saraswati, a deusa indiana da música e da aprendizagem.

O sitar também pode te surgido a partir de um outro instrumento de cordas chamado tanbur. Este alaúde de pescoço longo desempenhou um papel crucial nas culturas medievais muçulmanas. Outra influência também pode ter vindo da  ”vina” (ou “bin”), um tipo estreito de cítara indiana.
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Fonte: Todos Instrumentos Musicais

30 de mai. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 133


A lira é um instrumento de cordas conhecido pela sua vasta utilização durante a antiguidade. As récitas poéticas dos antigos gregos eram acompanhados pelo seu som, ainda que o instrumento não tivesse origem helênica. O gênero de instrumento a que pertence a lira terá tido o seu alvorecer na Ásia, inferindo-se que terá entrado na Grécia através da Trácia ou da Lídia. Enquanto que os primeiros intérpretes, heróicos, e aqueles a quem se reconhecem melhoramentos no instrumento eram das colônias da Iónia, da Eólia ou da costa adjacente ao império Lídio, os mestres propostos pela mitologia grega eram Trácios: Orfeu, Museu e Tamíris.

A estrutura de uma lira consiste num corpo oco - caixa de ressonância - do qual partem, verticalmente, dois braços (montantes), que, por vezes, também são ocos. Junto ao topo, os braços ficam ligados a uma barra - o jugo - que liga as cordas até outra saliência de madeira transversal - o cavalete - disposta junto à caixa de ressonância e que lhe transmite as vibrações das cordas. As cordas são percutidas com a ajuda de um plectro. O número de cordas variava, geralmente entre seis e oito.

As cordas eram feitas de tripa ou de tendões de boi ou carneiro. Há quem afirme que os braços primitivos deste instrumento eram feitos com chifres de cabra.

No Império Bizantino e na Grécia moderna, liras são instrumentos tocados com arco. Na música tradicional grega viva, há três tipos predominantes de lira: a lira cretense, a lira de Constantinopla (polítiki lyra) e a lira do Ponto (pontiakí lyra). São instrumentos pouco menores do que um violino, com três cordas, que se tocam apoiados no colo. As liras desempenham papel de instrumentos de solo na música grega.
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Fonte: Wikipédia

23 de mai. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 132



A história do violoncelo começa no século 16, quando os músicos e compositores italianos queriam um intstrumento seqüêncial que poderia tocar as notas mais profundas. Ela evoluiu a partir do violino baixo e inspirou a criação do contrabaixo.

Como o violino e a viola, o violoncelo moderno surgiu gradualmente através dos séculos. Um instrumento moderno tem quatro cordas que são feitos de fio de arame, envolto em torno do intestino, ou mesmo de um material sintético, como nylon. O violoncelo fica acomodado entre os joelhos e repousa sobre um ‘pico’, ponto de varas no chão para parar o instrumento e não permitir que ele escorregue enquanto esta sendo tocado com um arco.

Cada uma das partes do violoncelo passou por muitas mudanças ao longo dos anos e, em alguns aspectos, eles ainda estão evoluindo, embora menos radicalmente do que no passado.

A primeira questão que deve ser resolvida no violoncelo foi a do ajuste de suas cordas. O instrumento moderno está sintonizado com C – G – D – A (a partir das duas oitavas abaixo C C médio no piano). Alguns violoncelos iniciais foram ajustados para F – C – G – D e alguns foram mesmo sintonizado com as mesmas alturas do violino, mas para baixo duas oitavas (G – D – A – E). Para maior escala, nos séculos 17 e início de 18, uma quinta corda foi adicionada e o instrumento foi ajustado para C – G – D – A – E.

É quase certo que pelo menos um, se não todos, os conjuntos individuais de Bach para violoncelo foram compostos por um instrumento deste tipo.

O tamanho do violoncelo que você vê hoje foi padronizado por Antonio Stradivari.
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Fonte: Todos Instrumentos Musicais

16 de mai. de 2013

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 131



Instrumento musical descendente das antigas violas de braço, o violino apareceu sob sua forma característica em meados do século XVI.

Sendo provido de um braço, cujas cordas, no total de quatro (sol, ré, lá mi), se ferem com um arco, o violino possui um timbre agudo e estridente, sendo um dos principais instrumentos que regem uma orquestra (o "spalla" é o líder do naipe de primeiros-violinos, sendo o comandante da orquestra depois do maestro). A família dos violinos é composta por: violino propriamente dito, viola, violoncelo e contrabaixo. Há outros tamanhos de violinos de estudo para crianças.

Os primeiros violinos foram construídos em Füssen, na Baviera (Tieffenbrucker), e na Itália, em Bréscia (Gasparo da Salo) e em Cremona (A. e N. Amati). Os mais célebres luthiers foram notadamente os Gagliano, C. F. Gand, A. Guarneri, L. Guersan, A. Stradivari, entre outros. A escola italiana perdeu sua preeminência no século XIX em favor de Paris, na França.

Contudo, foi o compositor e violinista italiano Niccolò Paganini (1782-1840) quem revolucionou a arte de tocar violino, deixando a sua marca como um dos pilares da moderna técnica de violino.