Clipe da música "Esconderijo", com direção de Selton Mello. A música faz parte do novo disco da cantora.
4 de nov. de 2009
Ana Cañas - Esconderijo
Clipe da música "Esconderijo", com direção de Selton Mello. A música faz parte do novo disco da cantora.
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REVELAÇÃO MPB: Ana Cañas

Ana Cañas - Sempre Com Você
Cantora e compositora paulista, Ana Cañas possui 28 anos e já se figura entre os novos talentos da música brasileira. Com influências em Regina Spektor, Marina Lima, Nina Simone e Waly Salomão, com dois discos gravados, a cantora é a Revelação MPB de hoje.
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3 de nov. de 2009
Sintonia::: Especial Belchior
Playlist com Top 15 contendo as maiores composições de Belchior.
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Como Nossos Pais
Elis Regina - Como Nossos Pais
Não quero lhe falar meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos.
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo que aconteceu comigo.
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor é uma coisa boa,
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida
De qualquer pessoa.
Por isso cuidado meu bem,
Há perigo na esquina
Eles venceram,
E o sinal está fechado pra nós que somos jovens.
Para abraçar meu irmão
E beijar minha menina, na rua
É que se fez o meu lábio, o meu braço e a minha voz.
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantado com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento, o cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração.
Já faz tempo eu vi você na rua,
Cabelo ao vento, gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança é o quadro que dói mais.
Minha dor é perceber que apesar de termos feito
Tudo, tudo, tudo, tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos,
Ainda somos os mesmos e vivemos,
Como nossos pais.
Nossos ídolos ainda são os mesmos
E as aparências, as aparências não enganam não.
Você diz que depois deles,
Não apareceu mais ninguém.
Você pode até dizer que eu estou por fora
Ou então que eu estou enganando
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que ama o passado e que não vê
Que o novo sempre vem.
Hoje eu sei que quem me deu a idéia
De uma nova consciência e juventude.
Está em casa guardado por Deus
Contando os seus metais.
Minha dor é perceber que apesar de termos feito
Tudo, tudo, tudo, tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos,
Ainda somos os mesmos e vivemos,
Ainda somos os mesmos e vivemos,
Como nossos pais.
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Em fevereiro de 1976, com 30 anos, dois filhos e no segundo casamento, Elis Regina lançou o disco Falso Brilhante, resultado do enorme sucesso do espetáculo homônimo que ficou em cartaz no Teatro Bandeirantes, em São Paulo, por mais de dois anos. As músicas que abrem o LP, "Como Nossos Pais" e "Velha Roupa Colorida", foram feitas por um compositor que havia gravado apenas dois discos e passava dificuldades em São Paulo.
Entre a chegada do cearense Belchior (Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes) ao Rio de Janeiro e o registro histórico de "Como Nosso Pais" na voz de Elis, passou-se meia década. Em 1971, ele começou a despontar no meio musical ao vencer o 4° Festival Universitário da MPB com a canção "Na Hora do Almoço", interpretada por Jorge de Melo e Jorge Teles. Cinco anos depois, Belchior viveria um ano definitivo em sua vida. Seu segundo álbum, Alucinação, vendeu 30 mil cópias em um mês e rendeu-lhe mais notoriedade graças ao lançamento quatro grandes sucessos: "Apenas um Rapaz Latino-Americano", "A Palo Seco", "Velha Roupa Colorida" e "Como Nossos Pais".
As duas últimas canções chamaram a atenção de Elis e foram escolhidas para abrir o disco Falso Brilhante, que contém parte do repertório do show. A emoção dos palcos foi carregada pela cantora para o estúdio, onde ela teve de gravar o álbum em pouco mais de 24 horas, pois o espetáculo era apresentado ininterruptamente de terça a domingo.
Quando Belchior resolveu ir à casa de Elis para lhe mostrar "Como Nossos Pais", ele passava por problemas financeiros. A situação estava tão complicada que a cantora até pagou a corrida do táxi para o amigo de vasto bigode. Ela já havia gravado uma canção do compositor cearense, "Mucuripe", em 1972, feita em parceria com o conterrâneo Raimundo Fagner.
Assim que ouviu "Como Nossos Pais" pela primeira vez, Elis sabia que tinha uma “granada sem pino” nas mãos, um sucesso certeiro prestes a estourar. Dona de temperamento forte e senso crítico incisivo, ela se identificava com o desabafo irônico da letra que criticava a letargia de uma geração que andava, mas não saía do mesmo lugar. Gente que desfraldara as bandeiras libertárias e iconoclastas da geração de 68, mas que, com a chegada da maturidade, se rendia a modelos de identidade e relacionamento tão conformistas e conservadores quanto os das gerações anteriores. “Minha dor é perceber/ Que apesar de termos / Feito tudo o que fizemos/ Ainda somos os mesmos/ E vivemos/ Ainda somos os mesmos/ E vivemos/ Como os nossos pais”.
A gravação da primeira faixa do LP Falso Brilhante marca uma transição musical na carreira da intérprete. "Como Nossos Pais" assinala a aceitação e a incorporação de mais um estilo no repertório de Elis, o pop. O que não quer dizer que os arranjos – feitos pelo marido e pianista César Camargo Mariano – tenham deixado de ser brilhantes e sofisticados. Exemplo disso são as gravações posteriores de canções como "Romaria", de Renato Teixeira, e "Aprendendo a Jogar", de Guilherme Arantes.
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Fonte: Revista Bravo - 100 Canções Essenciais da Música Popular Brasileira
Colaboração: Fabio Eça.
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1 de nov. de 2009
Sintonia::: Especial Jorge Ben Jor
Playlist com Top 15 contendo as maiores composições de Jorge Ben Jor.
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Jorge Ben Jor - Taj Mahal
Finalizando a homenagem de hoje, outro grande clássico do repertório de Jorge Ben Jor cantando "Taj Mahal".
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Jorge: De Ben a Ben Jor
Jorge Ben Jor - Charles, Anjo 45
Chegando na década de 1980, Jorge passou a fazer shows em outros países e continuando com seu sucesso. Seu prestígio no Brasil não vinha sendo o mesmo dos anos anteriores e Jorge veio a mudar o sobrenome "Ben" para "Benjor", em 1989 (as alegações para a mudança seria por conta da numerologia ou para não confundir com o cantor norte-americano George Benson) e voltou ao sucesso no ano seguinte ao lançar a música "W/Brasil (Chama o Síndico)" composta em homenagem a Tim Maia e teve grande sucesso em todo o país, com o disco Ao Vivo no Rio. Logo depois adotaria em definitivo o sobrenome "Ben Jor" que segue até hoje.
Em 1993, Jorge Ben Jor ganhou o 3° Prêmio Shell para a Música Brasileira e lançou o disco 23, recheado de sambas e funks em arranjos dançantes, sendo um dos maiores sucessos de sua carreira, tendo como destaque as músicas "Engenho de Dentro", "Princesa" e "Alcohol". Em 1997, lança o disco Músicas Para Tocar em Elevador que conta com participação de vários artistas cantando novas versões para seus sucessos. Em 2002, novamente com uma coletânea agora em versões acústicas para o álbum duplo lançado pela MTV.
Atualmente, Jorge Ben Jor ainda continua em atividade, fazendo shows pelo Brasil e pelo mundo, tendo suas músicas gravadas por vários artistas, tem seu nome marcado na nossa música popular brasileira.
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O Início da Carreira de Jorge
Jorge Ben - Mas, Que Nada
Nascido na capital do Rio de Janeiro em 1940, sendo filho de pai carioca e mãe etíope, Jorge Ben, desde o início da década de 1960, passou a tocar pandeiro e violão em casas noturnas cariocas e, em uma de suas apresentações de 1963, foi descoberto por um executivo da gravadora Philips. Dois meses depois, lançaria seu primeiro compacto contendo duas músicas: "Mas, Que Nada" (que, posteriormente, viria a ser regravada por Sérgio Mendes obtendo sucesso nos EUA junto com outra composição de Jorge: "Chove Chuva") e "Por Causa de Você Menina", que tiveram sucesso imediato, obtendo boas vendagens.
Com seu estilo descontraído e balanço inconfundível que vieram a caracterizar sua música, vieram novos sucessos ainda na década de 1960, tendo seu nome reconhecido em todo o país pelas músicas "Zazueira", "Cadê Tereza?", "País Tropical", "Que Pena", "Que Maravilha", entre outros. Participou do IV Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo, defendendo sua música "Charles, Anjo 45", em 1969, que foi incluida no seu disco Jorge Ben. Em 1972, ganha o VII Festival Internacional da Canção com um de seus grandes clássicos "Fio Maravilha" (em homenagem a um ex-jogador do Flamengo), interpretado, na ocasião, pela cantora Maria Alcina e gravada posteriormente por Wilson Simonal. A música foi incluida no disco Ben que também se destacou pelos sucessos "Caramba!... Galileu da Galiléia" e "Taj Mahal".
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Homenageado do Dia: Jorge Ben Jor
Sendo compositor, guitarrista e cantor, Jorge Duílio Lima Meneses sempre sonhou em ser jogador de futebol. Porém, com incentivo da família e movido pela influência musical de João Gilberto, veio a se tornar conhecido no Brasil como Jorge Ben (e mais tarde como Jorge Ben Jor), mesclando suingue, samba rock, funk, maracatu e outros estilos. Hoje trago Jorge Ben Jor como Homenageado do Dia.
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