8 de nov. de 2009

Sintonia::: Especial Djavan



Playlist com Top 15 contendo as maiores composições e interpretações de Djavan.

Djavan - Pétala



Djavan - Pétala


O seu amor
Reluz
Que nem riqueza
Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar...

Oh! meu amor!
Viver
É todo sacrifício
Feito em seu nome
Quanto mais desejo
Um beijo, um beijo seu
Muito mais eu vejo
Gosto em viver
Viver!

Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim.


Projeção Nacional e Internacional de Djavan


Djavan - Eu Te Devoro

Prosseguindo sua carreira com sucessos no Brasil e no exterior, Djavan lançou nos EUA o álbum Bird of Paradise (no Brasil intitulado como Não É Azul, Mas É Mar), em 1987. Mas foi dois anos depois que conquista o Brasil com sua música "Oceano" que foi incluida na novela global Top Model, que faz parte de seu disco Djavan, destacando ainda pelas faixas "Cigano", "Vida Real" e "Mal de Mim".

A partir daí, firma-se como um dos renovadores da canção brasileira com seus trabalhos posteriores Coisa de Acender (1992) e Novena (1994) que contém a participação de sua filha Flávia Virginia (também é pai dos cantores Max Viana e João Viana) na parceria de uma das músicas ("Avo"). Além de compositor, também fez parcerias com Chico Buarque (na música "Alumbramento" e "Tanta Saudade"), Caetano Veloso (na música "Linha do Equador"), Gilberto Gil (na música "Corisco"), Orlando Morais (na música "A Rota do Indivíduo" e "Figura") e se revela um ótimo intérprete em "Correnteza" (de Tom Jobim) e "Sorri" (versão de Charles Chaplin para "Smile"), entre outras.

Em 1999, Djavan lança seu cd duplo Djavan Ao Vivo comemorando seus 25 anos de carreira, conseguindo boas vendagens com seu trabalho que reuniu grandes sucessos de sua carreira e duas músicas inéditas ("Um Amor Puro" e "Acelerou"). No ano seguinte, foi premiado com o Prêmio Multishow em três categorias: "Melhor Cantor", "Melhor Show" e "Melhor CD", como também premiado com o Grammy Latino pela faixa "Acelerou".

Em sua carreira, Djavan soma 18 discos e vários hits como "Faltando um Pedaço", "Pétala", "Renunciação", "Outono", "Eu Te Devoro", e outros além de atuar também como produtor musical. Seu trabalho mais recente foi lançado em 2007 e se chama Matizes que traz doze canções inéditas, com destaque para as músicas "Desandou" e "Delírio dos Mortais".




Um Pouco sobre Djavan


Djavan - Samurai


Nascido em Alagoas, na cidade de Maceió, Djavan Caetano Viana cantava em casas noturnas, animando vários bailes com seu primeiro grupo denominado Luz, Som, Dimensão (LSD). Foi para o Rio de Janeiro em 1973 onde viria a cantar e gravar trilhas de novelas da TV Globo, como Gabriela (com "Alegre Menina") e Fogo Sobre Terra (com "Calmaria e Vendaval").

Em 1975, sua canção "Fato Consumado" tirou o segundo lugar no Festival Abertura, vindo a gravar seu primeiro disco A Voz, o Violão e a Arte de Djavan no ano seguinte, com destaque para a música "Flor de Lis". A partir daí, seus trabalhos o consagrariam como compositor e intérprete de estilo muito pessoal, compondo vários sucessos como "Meu Bem Querer", "Álibi", "Esquinas", "Samurai", "Seduzir", "Lilás", entre outros além de ter suas canções gravadas por vários artistas nacionais e internacionais. Em 1984, teve pequena atuação no filme Para Viver um Grande Amor, de Miguel Faria Jr.


Djavan - Oceano


Uma das grandes composições de Djavan, em apresentação ao vivo.




Homenageado do Dia: Djavan


Djavan - Flor de Lis


Um dos maiores cantores e compositores da música popular brasileira e com mais de 30 anos de carreira, o alagoano Djavan é o homenageado deste dia.



6 de nov. de 2009

Momento Flashback: Billy Idol


Billy Idol - Eyes Without a Face



O Inglês William Albert Michael Broad viria a se tornar mundialmente conhecido como o cantor Billy Idol como integrante do grupo punk Bromley Contingent. Depois, na década de 1970, viria a integrar em mais duas bandas: Chelsea e Generation X.

Seu reconhecimento viria em carreira solo a partir de 1980, quando se mudou para os Estados Unidos. Conheceu e fez parceria com o guitarrista Steve Stevens, com quem iria emplacar grandes sucessos nesta década como "Mony Mony" (1981), "White Wedding" (1982), "Crandle of Love" (1990), além do hit "Eyes Without a Face" (1984). Teve duas indicações ao Grammy na categoria de "Melhor Performance Masculino de Rock" em 1985 e 1987.

Se apresentou no Brasil no Rock In Rio II, onde substituiu às pressas o ex-vocalista da banda Led Zeppelin, Robert Plant. Na década de 1990, fez poucos trabalhos sem o mesmo auge da década anterior. Billy Idol possui 7 discos solo, um ao vivo e quatro coletâneas.



5 de nov. de 2009

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 11

O Rock e suas Variantes

Sabemos que o rock tem sua origem a partir do blues e nada mais é do que um conjunto de estilos musicais derivados do rock'n roll da década de 1950.

O rock'n roll é um estilo musical com predominância vocal, nascido nos Estados Unidos, do encontro da música negra (blues e rhythm and blues) com elementos tomados do folclore dos brancos (hillbilly, country and western). Das misturas oriundas desses estilos surgem algumas variantes como o rockabilly (mistura de rock com hillbilly), por exemplo.

O rock'n roll utiliza uma instrumentação onde predominam as guitarras elétricas e a bateria. Dois músicos tiveram papel fundamental em seu surgimento: Fats Domino que, com o sucesso "Ain't That a Shame" contribuiu para popularizar o rhythm and blues, e Hank Williams que criou um tipo de canção na qual a alternância estrofe-refrão narra uma história, enriquecida pelos arranjos e efeitos.

Em 1954, com o sucesso "Rock Around the Clock", Bill Haley oficializou o estilo do rock'n roll, surgindo posteriormente vários grupos e cantores. A partir daí, o rock'n roll diversificou-se no rockabilly, interpretado pelos brancos, principalmente no sul dos EUA com Elvis Presley, Rick Nelson, Gene Vincent, Jerry Lee Lewis, entre outros, e no rock and roll negro, originário do blues, com Little Richard, Chuck Berry e Bo Didley, e logo depois o estilo chega à Inglaterra.

A partir de 1962, o rock and roll tomou novo impulso com o surgimento dos Beatles e dos Rolling Stones. Buscando suas raízes e sua energia no rock'n roll da era de Elvis Presley, esse tipo de música foi chamado de "rock" na Grã-Bretanha e de "pop-music" na França.

Desde 1965 e ao longo da década de 1970, surgiram novas formas nos Estados Unidos e na Inglaterra como o jazz-rock, folk-rock, e outros. Segundo as modas e os estilos, o rock tornou-se hard (pesado) ou soft (suave), punk ou funk, sinfônico ou psicodélico, decadente ou new wave, discoteca ou reggae, e outras variantes, devido às fortes influências de outros ritmos.



4 de nov. de 2009

Ana Cañas em Entrevista na Contigo

Entrevista com Ana Cañas concedida à Clara Vanali, para a Revista Contigo, no dia 11 de agosto de 2009. Segue o teor da matéria:


Ana Cañas
é diferente de todas as cantoras que você já ouviu falar. Quando criança, ela não cantava em churrasco de família e não ouvia a coleção de vinis dos pais nos toca-discos de sua casa. Ela também não fez aula de canto e sempre teve o sonho de ser professora de teatro. Aos 22 anos tudo isso mudou. Ana descobriu o jazz, e com o ritmo, a sua própria musicalidade. Em 2007, aprendeu a tocar violão, lançou o primeiro disco independente e foi considerada uma das maiores revelações da MPB. Hoje, aos 28 anos, Ana lança o seu segundo trabalho, Hein?, com um estilo mais rock e com músicas feitas em parceria com Arnaldo Antunes. Ainda assim, o sucesso não sobe à cabeça. Moleca, a cantora não tem pressa e acredita que o tempo a deixou ainda mais centrada e, por que não, bonita.

Você descobriu o seu talento como cantora aos 22 anos, diferente de muitas que começaram a cantar desde criança. Hoje, você já é respeitada como uma grande cantora e compositora. Como lida com esse sucesso?
Na verdade não acho que existe esse supersucesso. A palavra sucesso é perigosa. Às vezes você faz sucesso porque está muito exposta, e não por estar, de fato, fazendo sucesso. Eu quero ter uma relação diferente com o público.

Você se formou em artes cênicas. Por que desistiu de atuar?
Na verdade o meu plano era ser professora de teatro. Cheguei a lecionar em São Paulo, na periferia, e tive um envolvimento muito grande com educação e arte. Mas no fundo, sempre soube que eu não tinha talento para atuar. Comecei a cantar quando descobri o jazz e me apaixonei. Cantava em todos os tipos de bares, desde os mais sujos até os mais caros. Em 2007, consegui lançar meu primeiro disco, Amor e Caos, lançado pela Sony, mas feito de maneira independente.

E como você descobriu sua voz? Você fez aula de canto ou cantava no chuveiro mesmo?
Cheguei a fazer aula, mas desisti. Eu tenho dificuldade em criar uma rotina. Quando descobri que a minha escola era durante a noite, eu caí de cabeça. Não tive uma professora, mas tenho o público. Meus amigos que tocavam violão me diziam que eu tinha musicalidade e assim fui me descobrindo. Eu não fui uma adolescente que ouviu música, meus pais não tinham amor por música, não cultivavam essa cultura dentro de casa. Mas aí, de repente, percebi que poderia desenvolver essa capacidade, fui coerente com meus sentimentos. É assim que tem que ser, se você amanhã descobrir que quer ser fotógrafa, pode ser.

A sua primeira música de sucesso foi Ana. Como foi se ouvir nas rádios?
Foi muito louco! (risos). Eu nunca imaginei que a gravadora fosse escolher a Ana como canção de trabalho. É uma delícia cantar uma música e as pessoas cantarem com você. Foi ótimo, mas hoje eu vejo que abordei o tema da Ana de maneira superficial. Mesmo assim, foi o que a minha maturidade me permitiu naquele momento. Eu quis falar da mulher, que a gente não cabe num rótulo, que somos azedas e doces, não há definição.


Você foi considerada como um dos novos talentos da MPB. Mas o seu novo CD, Hein?, tem uma pegada mais rock. Você se considera uma cantora de MPB?
Não tenho essa coisa de pertencer a um estilo, quero que a música seja boa. Ninguém permanece do mesmo jeito. Se você ouvir Beatles, vai ver que eles começaram de um jeito e terminaram de outro.

Ainda em Hein?, há algumas músicas feitas por você e pelo ex-Titã Arnaldo Antunes. Como foi o processo de compor músicas com quem você nunca tinha trabalhado?
Eu já conhecia o Arnaldo da estrada, a gente se cruzava em alguns eventos, mas não imaginava que ele faria o disco comigo. Meu produtor, o Liminha, enxergou vários pontos de conexão entre a minha música e a dele. Assim, fizemos uma noitada com vinho lá em casa e ficamos compondo na madrugada. O Arnaldo é ótimo, um gênio.

E como foi trabalhar com o Liminha? Eu li que ele a incentivou a começar a tocar guitarra e violão.
Isso mesmo, o Liminha achou que eu deveria aprender a tocar. Comprei um violão, comecei a tocar e a compor. Ainda não sei muita coisa, estou conhecendo o universo, mas se souber três ou quatros acordes, você voa.

Você assina 11 músicas neste novo CD. Quanto tempo demorou a ficar pronto?
Comecei a compor em outubro do ano passado e gravamos em março e abril deste ano. Mesmo assim muita música boa ficou de fora. E muita música ruim também, porque isso faz parte. Você não pode ter medo de compor, as canções ruins fazem parte do processo.

O clipe do seu segundo CD tem a direção do Selton Melo. Como surgiu essa possibilidade? Vocês eram amigos?
Selton e eu nos conhecemos de longa data. A ideia do CD surgiu no ano passado quando estávamos no Altas Horas. Ele me deu o CD da trilha sonora do seu filme, Feliz Natal, e eu falei no ar: ''Quero gravar um clipe dirigido por você''. E assim, tudo aconteceu. Temos uma empatia musical muito grande e o Selton faz arte de maneira muito honesta.

Os seus clipes são muito coloridos, têm um estilo próprio. Você sempre dá sugestões na produção?
No caso do Selton, eu entrei na dele, confiei nele. Eu já fui muito neurótica, queria cuidar um pouco de tudo. Mas hoje vejo que é importante mostrar do que eu gosto, mas nunca no sentido de podar.

Com o tempo, você se sente mais feliz?
Com certeza eu sou mais feliz agora. Me sinto mais bonita, mais mulher. Com a idade o corpo muda, o peito dá uma caída, tudo muda, mas o homem que procura uma Barbie não me interessa. A maturidade faz muito bem para a mulher. Tenho muito mais amigos, pessoas reais. Eu tô adorando envelhecer, e acredito que ficarei à vontade com a velhice, não me importo com isso.

Você ainda fica nervosa antes dos seus shows?
Fico muito nervosa, tenho dor de barriga (risos). Mas acho que isso é bom, dá mais adrenalina.

O que você tem vontade de fazer e não está conseguindo por falta de tempo?
Eu acho que quando a gente realmente quer uma coisa, arrumamos um tempo. Só não estou conseguindo viajar. Nunca fui para a Europa, conheço poucos lugares.

Há muitas fotos suas em que você está com um batom vermelho. Você sempre usa maquiagem?
Eu tinha muito preconceito com as ideias de beleza, inclusive com o batom vermelho. Fui uma adolescente muito menino, jogava bola e fazia judô. Mas com o tempo, percebi que há mulheres de calcinha e sutiã que não são vulgares, e mulheres supervestidas que se mostram vulgares. Não tem nada a ver se proibir de usar as coisas. Descobri o batom vermelho e não tiro mais da boca (risos). Estou gostando, me permitindo usar tudo o que tenho vontade. Quero ser feliz!
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Publicada no site da Contigo! (http://contigo.abril.com.br/). Editora Abril: 11/08/2009.



Quem é Ana Cañas?

Ana Cañas iniciou na música aos 22 anos. Embora, formada em Artes Cênicas, apaixonou-se pelo rock ao ouvir Os Mutantes, e a partir daí, passou a ter o gosto pela música.


Antes de partir para o seu primeiro disco, Ana teve um trabalho curto como atriz e participou de algumas peças musicais durante o período em que estudou na faculdade (entre elas, o espetáculo Falso Brilhante, inspirado e baseado no disco de Elis Regina).


Ao lançar o álbum Amor e Caos, em 2007, Ana incluiu sete canções autorais e três regravações para as músicas de Caetano Veloso, Jorge Mautner e Bob Dylan. Destaque para a música "A Ana", uma canção autobiográfica que possui arranjos inovadores em que mescla jazz, mpb, entre outros estilos, assim como as faixas restantes. O disco de estréia foi bem recebido pela crítica e elogiado por artistas consagrados da mpb como Chico Buarque e Paulinho da Viola.


O segundo disco Hein?, lançado neste ano, mistura mais ingredientes musicais em relação ao primeiro. Produzido por Liminha, as onze faixas inclusas no álbum são totalmente autorais, mesclando rock, pop, mpb e outros gêneros musicais, com destaque para as músicas "Na Multidão" e "Esconderijo". Também conta com participações especiais de Arnaldo Antunes, Gilberto Gil e Dadi, além do próprio Liminha.