10 de ago. de 2010

Cazuza: 20 anos após sua morte, obra do cantor vira referência


Cazuza - Ritual


Bolívar Torres, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Exatamente duas décadas depois de sua morte (por complicações causadas pela Aids, no dia 8 de julho de 1990), Cazuza entra no time de figuras cultuadas pelas novas gerações de artistas brasileiros. Mas, pela habilidade com as palavras e a atitude rebelde e transgressora, o cantor e compositor carioca transcendeu definitivamente as esferas musicais, tornando-se uma influência decisiva também entre escritores. Assim como já acontecera com Jim Morrison, suas letras são elevadas ao status de poesia.

– Eu escuto Cazuza com o mesmo respeito com que leio Carlos Drummond de Andrade – explica o poeta Ramon Mello. – Acho que suas letras sobrevivem fora da música. Ouço suas canções como se fossem poesia.

Em seu último livro, "Vinis Mofados" (2009), Mello dialoga abertamente com a música popular brasileira, compondo uma coletânea assombrada pelo universo pop. A presença de Cazuza aparece de forma direta em pelo menos dois poemas, Conjugado e Overdose blues. Para o poeta, a influência se exerce em sua geração tanto pela questão literária/musical quanto pela comportamental.

– Ele era um transgressor – argumenta. – E a sua atitude em relação à vida acaba inevitavelmente aparecendo no que ele escrevia e cantava.

Questão de atitude

A postura rebelde de Cazuza sensibiliza autores dessa geração, mesmo que eles não sejam diretamente influenciados pela estrutura do texto. É o caso do escritor e cantor carioca Bernardo Botkay, mais conhecido como Botika. Vocalista da banda Os Outros, é constantemente comparado a Cazuza por sua postura no palco – e até pela semelhança física. Mas no que diz respeito ao trabalho literário, tudo muda. Seu romance Autobiografia de Lucas Frizzo talvez só beba no universo de Cazuza pelo lado escrachado e contundente.

– Não param de me comparar a Cazuza, acho que por falta de opção – brinca Botika. – Há tão poucas pessoas autorais no rock que, quando aparece alguém, já chamam de Cazuza. Acho lindo, mas somos diferentes. O que me influenciou na escrita foi a falta de vergonha, uma certa atitude de se expressar. É essa coisa de colocar o pau na mesa.

“Também sou Cazuza”, escreveu o curitibano Luiz Felipe Leprevost em seu poema Balbúcio blues. Assumidamente devedor da herança poética do cantor, o autor de Ode mundana é fascinado por sua figura desde moleque.

– Sempre me encantei pela sua postura transgressora, de bater de frente com a classe média, e sempre ouvi suas músicas como poesia – lembra Leprevost. – Ele foi o responsável por me fazer entender que letra de música é, sim, poesia. Até porque era um dos poucos letristas brasileiros que faziam primeiro a letra para depois colocar a música. Se você escutar a letra de Todas as mães são felizes, vai ver que é puro Rimbaud.

O crítico, professor e poeta Ítalo Moriconi vê a presença de Cazuza hoje como um referencial em um caldeirão que junta indistintamente autores mais literatos e outros mais pops. O que já acontecia com as gerações anteriores, também influenciada por compositores populares. Na introdução de Caio Fernando Abreu: cartas, que organizou, o pesquisador afirma que Cazuza e Renato Russo seriam “almas irmãs de Caio em matéria de destino e expressão artística”.

– É tudo poesia, palavra cantada, falada e escrita – argumenta Moriconi. – Mas cada uma tem sua especifidade. Sempre que atravessam as fronteiras, há perdas e ganhos. Aqui no Brasil, contudo, desde a escola primária se tem a ideia de que as três configuram uma cultura poética de igual para igual.
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Fonte: Jornal do Brasil On Line: Cultura. 06/07/2010.

8 de ago. de 2010

Sintonia::: Especial Fábio Jr.



Playlist com Top 15 contendo as maiores composições e sucessos de Fábio Jr.

Fábio Jr. hoje


Fábio Jr. - Alma Gêmea

Atualmente, Fábio Jr. já possui mais de 20 discos gravados, tendo atuado em diversas novelas (tendo inclusive suas músicas incluídas na trilha sonora) e figura entre os artistas que mais vendem discos no Brasil. Chegou a ter seu próprio programa pela TV Record atuando como apresentador.

Em sua vida pessoal foram 6 casamentos e possui 5 filhos. O cantor já conquistou uma legião de fãs por todo o Brasil, sendo formada principalmente pelo público feminino que lota em seus shows onde apresenta um repertório predominantemente romântico.

Seja como compositor ou intérprete, suas músicas continuam fazendo sucesso em todo o Brasil, embora sem a mesma repercussão da década de 1980 e 1990. Seu último cd Romântico, foi lançado em 2009, que reúne interpretações de grandes sucessos de outros artistas.


A projeção de Fábio


Fábio Jr. - Caça e Caçador

Além das novelas, em 1980, Fábio estréia em filmes, atuando no filme "Bye Bye Brasil", de Cacá Diegues, paralelo às suas atividades de cantor e gravando discos como contratado da Som Livre. Após o fim de seu primeiro casamento, casa-se com a atriz Glória Pires com quem contracena o especial "Romeu e Julieta" na televisão e tem sua primeira filha Cléo Pires (também atriz, atualmente). Em 1982, faz participação no especial infantil Pirlimpimpim, da TV Globo. E a cada disco, emplaca grandes hits e passa a ser conhecido nacionalmente como um dos artistas mais populares da década de 1980.

Em 1984, troca a Som Livre pela gravadora CBS e, no ano seguinte, tem grande destaque na tv, atuando na novela "Roque Santeiro". A partir daí, emplaca vários hits nas rádios como "Quando Gira o Mundo", "Caça e Caçador", "Felicidade", "Sem Limites Pra Sonhar" (com participação da cantora Bonnie Tyler), "Vida", entre outros. Em 1987, casa-se pela terceira vez com Cristina Karthalian, com quem tem três filhos (um deles, Filipe Galvão - Fiuk - atualmente é ator e cantor). Em 1989 lança seu primeiro disco ao vivo alcançando grandes vendagens.

A partir da década de 1990, Fábio assina com a Sony Music, gravando dois discos pela gravadora, já com carreira consolidada em todo o Brasil. Teve mais dois casamentos que duraram pouco tempo com a atriz Patrícia de Sabrit e Mari Alexandre.


Quem é Fábio Jr.?


Fábio Jr. - 20 e Poucos Anos

Fábio Correa Ayrosa Galvão nasceu em São Paulo em 1953, sendo filho de uma família de classe média. Começou a trabalhar ainda na adolescência em uma banca de jornais. Como sua mãe era professora de piano, a música viria cedo para o futuro cantor quando ganhou um violão de presente, dado por seu pai.

Junto com seus dois irmãos, formou um trio chamado Os Colegiais (que logo mudaria o nome para os Namorados) e fazia apresentações no colégio onde estudava, até chegar a se apresentar no Festival de Música Infantil, realizado pela TV Bandeirantes, na segunda metade da década de 1960. Ainda nesta época, iniciou curso de dramaturgia, chegando a estrela na peça denominada "Inês de Castro, a Rainha Depois de Morta" e a fazer participações na tv.

A partir de 1970, o trio chegou a gravar um compacto do qual sairia a primeira composição de Fábio, embora não fosse lançado: "A Saudade Que Ficou". O trio se desfez por não conseguir obter sucesso, mas se reuniu novamente para formar o grupo Bossa 4 (posteriormente chamado Grupo Arco-Íris) junto com a cantora Malu, chegando a gravar um compacto, sem repercussão. Desfeita o grupo e após passagem rápida na banda Uncle Jack, Fábio parte para carreira solo, Fábio adota o pseudônimo Mark Davis para gravar músicas em inglês.

Ainda insatisfeito, queria obter sucesso próprio e reconhecimento, o que viria logo quando adotou o pseudônimo Fábio Jr. (evitando confundir com o ator Flávio Galvão) e teve contrato assinado com a Philips, chegando a gravar seu primeiro disco em 1976, embora não lançado. Neste mesmo ano, se casa pela primeira vez com Tereza de Paiva Coutinho (não conhecida no meio artístico). O pontapé inicial de sua carreira viria com o convite da TV Globo para fazer parte do elenco da novela "Nina", após a primeira tentativa em uma novela censurada ("Despedida de Casado"). Atuou também no Caso Especial "Ciranda Cirandinha" e canta seu primeiro grande sucesso "Pai" no episódio "Toma Que o Filho É Teu". A autora Janete Clair gostou da música e incluiu como tema de sua novela "Pai Herói", em 1979, dando início à carreira musical do cantor e compositor Fábio Jr., além de atuar em outras novelas na mesma emissora.



Fábio Jr. - Rio e Canoa




Um dos grandes sucessos de sua carreira e composição própria.


Homenageado do Dia: Fábio Jr.


Fábio Jr. - Pai

Com mais de 35 anos de carreira, sendo um dos artistas mais populares e versáteis do Brasil, seja atuando como ator, apresentador e, principalmente como cantor, Fábio Jr. vem preencher este espaço como Homenageado do Dia que retorna neste domingo em que comemora o Dia dos Pais, com sua composição de maior sucesso.

3 de ago. de 2010

Sintonia Home Page: 1 ano de atividade!

Começou devagar como novidade, mas com uma idéia antiga de muitos anos. Hoje, o blog Sintonia comemora 1 ano de existência e atividade, apresentando sua proposta inicial de divulgar a música em todos os sentidos, através da informação, curiosidades, conhecimentos e áudios para que todos possam conhecer o trabalho de alguns artistas da música nacional e internacional em todos os estilos. E hoje volta cheio de novidades, a começar pelo design novo e mais atrativo para todos terem acesso ao seu conteúdo.

1 ano de existência que prova a minha dedicação e gosto de continuar escrevendo sobre um dos meus passatempos prediletos: A música. Dizia o poeta Khalil Gibran que "a música é a linguagem dos espíritos". É sentir na alma, a música tocando em todos os sentimentos, recordações e gostos.
E é por este meio de comunicação que agradeço a todos que passaram e continuam passando por este espaço criado com carinho pra quem gosta da boa música, como eu. O blog Sintonia faz 1 ano, mas todos os leitores são agraciados com a sua presença por aqui e espero que continuem sempre prestigiando este espaço que é de todos vocês.

Obrigado!
Junior Silva.
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DIVINA MÚSICA
(Khalil Gibran)

Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.




3 de jul. de 2010

Sintonia em off

Caros leitores deste blog, a partir de hoje o blog "Sintonia Home Page" entra de férias e só irá retornar em agosto com muitas novidades, postagens, homenagens, seguindo sempre o mesmo ritmo que vinha sendo mostrado em quase 1 ano de atividade.

Agradeço aos elogios, críticas e comentários feitos até aqui, sempre buscando ajudar a melhorar este meu trabalho que faço por prazer para que todos tenham acesso às mais variadas informações e novidades ligadas à area musical, seja nacional ou internacional.

Muito obrigado a todos que estiveram até aqui e que continuem desfrutando cada postagem feita neste blog.

Um abraço,
Junior Silva.



1 de jul. de 2010

História da Música - Modo Pause

Aviso a todos que esta seção "História da Música" entrará de férias durante todo o mês de julho, retornando em agosto.

Neste quase 1 ano que esteve ao ar, foram 35 postagens (ou 35 partes) falando de tudo que é ligado à música e à sua história. Vimos as origens de cada ritmo e estilos musicais, representantes renomados e conhecidos de cada vertente musical, do Brasil e do mundo, além de outras curiosidades, com o fim de despertar curiosidade nos leitores deste blog, público em geral e a todos os especialistas na área.

Ao longo deste curso, as pesquisas tiveram fundamento nas seguintes fontes a seguir:

01. Grande Enciclopédia Larousse Cultural. Obra de vários consultores, da Editora Nova Cultural, de 1998 (bibliografia)
02. Grande Enciclopédia Delta Larousse. Obra de vários consultores, da Editora Delta S.A., de 1978 (bibliografia)
03. Jornal A Tarde e A Tarde On Line (bibliografia e internet)
04. Música (internet)
05. MPB Net (internet)
06. Wikipédia (internet)
07. Portal UOL (internet)
08. Folha On Line - Portal da Folha de São Paulo (internet)
09. Blog do Mauro Ferreira (internet)
10. Comunidade História & Música - Orkut (internet)
11. Comunidade MPB - Música Brasileira - Orkut (internet)

12. CliqueMusic (internet)
13. Dicionário Cravo Albin (internet)
14. Google.