19 de out. de 2011

Quem é Dani Gurgel?

Dani Gurgel - Samba do Jazz

Dani Gurgel é um pouco de tudo. Cantora, compositora, fotógrafa, instrumentista, enfim, uma multiartista que herdou seu talento de seus pais que são músicos. Nasceu em São Paulo e passou a frequentar a Universidade Livre de Música e fez parte de duas bandas (entre elas, a banda Quincas, junto com Vinícius Calderoni e To Brandileone). Ainda aprendeu a tocar flauta, piano, baixo, vindo, logo depois, a investir sua carreira como cantora, influenciada na músicas de Joyce, Elis Regina, entre outras influências.

Após se formar em Fotografia Avançada pela Escola Panamericana de Arte no final da década de 1990, passou a compor suas próprias canções. Inicia uma temporada de shows em 2007 com a turnê Dani Gurgel e Novos Compositores e grava o seu primeiro EP com quatro músicas. Junto com a pianista Débora Gurgel, sua mãe, criaram o projeto autoral "Da Pá Virada" que foi premiado pela Universidade de São Paulo (USP), onde Dani estudou.

Além de receber premiações pelo seu reconhecimento musical, Dani Gurgel foi além. Gravou mais dois discos (Nosso e Agora), sempre passeando por diversos ritmos que vão do samba ao rock. Conseguiu recursos para gravar seu dvd ao vivo através do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (Proac), gravado no Edifício Viadutos (que deu nome ao seu trabalho), no centro de São Paulo, em 2010.

Além de se dedicar à música e à fotografia, ministrando cursos e realizando exposições, Dani cuida e desenvolve seu projeto virtual chamado Música de Graça, também com apoio do Proac, para produção e divulgação de entrevistas e músicas para download na internet.


Dani Gurgel - Diga Você


Clipe com crédito da própria cantora postado no Youtube. Nele, Dani Gurgel mostra uma sintonia perfeita com sua banda que gravaram o dvd ao vivo intitulado Viadutos, no edifício homônimo localizado no centro de São Paulo, em 2009.

REVELAÇÃO MPB: Dani Gurgel


Dani Gurgel - Dá Licença

Com a bagagem musical vinda de sua família, a cantora e compositora Dani Gurgel é mais um novo nome que desponta na nossa música popular brasileira e, por isso, vem a ser destaque desta quarta como a Revelação MPB deste blog.

16 de out. de 2011

Sintonia::: Especial Clementina de Jesus



Playlist com Top 15 contendo os maiores sucessos de Clementina de Jesus.

Clementina de Jesus e sua carreira

Clementina de Jesus e Clara Nunes - Partido Alto

Após o sucesso da apresentação do musical Rosa de Ouro ao lado de Araci Cortes e do conjunto Rosa de Ouro, dirigido por Hermínio Bello em todo o país, veio o registro do show em disco em 1965, destacando as primeiras faixas gravadas por Clementina como "Benguelê" e "Sementes do Samba", além da música "Clementina, Cadê Você?", de Elton Medeiros, dedicada à cantora.

Em 1966, viajou para o continente africano ao lado de Elton Medeiros, Paulinho da Viola e Elizeth Cardoso para participar do Festival de Arte Negra em Dacar e Senegal. E foi neste mesmo ano que Clementina de Jesus gravou seu primeiro disco homônimo, contendo músicas folclóricas e recheado de sambas, pela gravadora Odeon. No ano seguinte, volta a se reunir com Araci Cortes e o conjunto Rosa de Ouro para a gravação do disco Rosa de Ouro Volume II. Clementina de Jesus só voltaria a gravar seu novo trabalho solo em 1970 com Clementina, Cadê Você?, segundo disco da carreira.

O auge do sucesso vem em 1973 com o lançamento do disco Marinheiro Só, produzido por Caetano Veloso, considerado seu melhor disco pela crítica, mesmo tendo passado por problemas de saúde que quase levaram Clementina a abandonar sua carreira. Além da faixa-título, a cantora emplacou com as músicas "Na Linha do Mar" (de Paulinho da Viola), "Eu Moro na Roça" e "Essa Nega Pede Mais". O cantor e compositor Milton Nascimento a convidou para participar de seu disco Milagre dos Peixes, na faixa "Escravo de Jó".

Sempre participando dos álbuns de outros artistas que também retribuíram com homenagens, lhe dedicando canções ou realizando shows pelo país, Clementina de Jesus tinha a admiração de cantores como Clara Nunes, João Bosco, Candeia, entre outros, pelo seu trabalho. A cantora já gravou 5 discos e alguns compactos, embora não tivessem grandes vendagens. Em 1982, foi homenageada com o samba-enredo "Clementina - Uma Rainha Negra" pela escola de samba carioca Lins Imperial.

Clementina ainda se apresentou em diversos programas de tv e em seus shows, sempre sendo ovacionada pelo público presente. Sua última apresentação foi em 1987 no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, já fragilizada por problemas de saúde, vindo a falecer no dia 19 de julho do mesmo ano. Em 2001, foi comemorado o centenário de seu nascimento com várias homenagens e com o relançamento de todos os seus discos em cd em um box produzido por Hermínio Bello de Carvalho, com patrocínio da Petrobrás.

Embora tenha sido esquecida pela mídia, Clementina de Jesus ainda é lembrada como uma das maiores cantoras brasileiras que o Brasil já conheceu.

Os primeiros anos de Clementina de Jesus

Clementina de Jesus - Eu Moro na Roça

Conhecida como a Rainha Quelé, Clementina de Jesus foi uma grande cantora brasileira que nasceu na cidade de Valença, estado do Rio de Janeiro e, embora ainda suscitam dúvidas em torno da data de nascimento da cantora, credita-se a informação de que teria nascido no dia 07 de fevereiro de 1901, de acordo com a jornalista Lena Frias, responsável por um ensaio biográfico da cantora feito para o livro "Rainha Quelé - Clementina de Jesus", organizado por Heron Coelho. Quanto ao seu nome completo, ainda questiona-se a sua origem nos seus documentos.

Sendo filha de pai pedreiro e carpinteiro e de mãe lavadeira e parteira da época dos escravos, aos 8 anos de idade Clementina se mudou com sua família para a cidade do Rio de Janeiro. Foi criada no bairro carioca de Oswaldo Cruz, reduto da futura escola de samba Portela, ouvindo estórias e canções de origem africana e frequentando, desde menina, os blocos e ranchos de carnaval e ainda cantou em coro de igreja.

Já adulta, passou a frequentar rodas de samba, terreiros e a participar como diretora de algumas escolas de samba que estavam iniciando na época. Mesmo trabalhando como empregada doméstica por 20 anos, conheceu novos amigos ligados à música como Donga, Pixinguinha, entre outros.

Mas foi numa festa na Igreja de Nossa Senhora da Glória, aos 63 anos de idade, que Clementina de Jesus foi descoberta e convidada pelo compositor e produtor Hermínio Bello de Carvalho para participar do musical Rosa de Ouro, no Teatro Jovem, em 1965. A partir do êxito deste espetáculo que Clementina de Jesus consagrou-se, com seu timbre grave e áspero, como grande intérprete de jongos, lundus, modas e sambas de partido alto.

Clementina de Jesus - Sei Lá, Mangueira


Uma das composições de Paulinho da Viola em parceria com Hermínio Bello de Carvalho, a música "Sei Lá Mangueira" é interpretada neste clipe pela cantora Clementina de Jesus.

Homenageada do Dia: Clementina de Jesus


Clementina de Jesus - Marinheiro Só

Um dos clássicos do samba brasileiro, sendo responsável pela afirmação da identidade afro-brasileira na música, esta artista, que é pouco lembrada pela mídia e pelo público, deixou sua marca na nossa música popular brasileira. Hoje, trago um pouco da vida e da obra de Clementina de Jesus, nossa Homenageada do Dia.

14 de out. de 2011

Momento Flashback: Billy Ocean


Billy Ocean - Suddenly

Leslie Sebastian Charles, mais conhecido como Billy Ocean (inspirado no time de futebol chamado Ocean's Eleven), é um cantor e compositor da música soul natural de Trinidad e Tobago. Sendo filho de pai músico, aos 8 anos de idade se mudou para a Inglaterra onde, mais tarde, iria iniciar sua carreira musical.

Seu primeiro single foi gravado em 1972 pela gravadora Spark Records e, em 1976, viria a gravar seu primeiro álbum Billy Ocean, emplacando seu primeiro sucesso nas paradas musicais com "Love Really Hurts Without You". Passa a compor para outros artistas e vai se tornando cada vez mais conhecido.

O auge de sua carreira vem na década de 1980, mais precisamente em 1984 com o lançamento do disco Suddenly, com destaque para a faixa-título, "Loverboy" e "Caribbean Queen", que se tornou seu principal sucesso, lhe rendendo um Grammy de Melhor Performance Vocal Masculino no ano seguinte e ainda se apresentou no show realizado no festival Live Aid, no estádio JFK, em Filadélfia, estado da Pensilvânia, nos EUA.

Com mais de 15 discos gravados, Billy Ocean continua fazendo sucesso e ainda passou por momentos difíceis de sua vida atribuídos aos problemas com drogas durante a década de 1990. Ainda em atividade aos 61 anos de idade, seus últimos trabalhos foram lançados em 2009 com um disco ao vivo e em 2010 com a coletânea The Very Best of Billy Ocean.

13 de out. de 2011

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 80

Bellini - Abertura de Norma

"Norma" é uma tragédia lírica composta em dois atos, com música de Bellini e libreto de Felice Romano, que passa na região de Gáulia durante a invasão do Império Romano, cerca de 50 anos antes da chegada de Cristo, narrando a história de amor entre a sacerdotisa druida Norma com o oficial romano Polione. No meio deles, encontra-se a Virgem do Templo Druida e sacerdotisa Adalgisa, por quem Polione se apaixonara e que pretendia levá-la para Roma.

Considerada uma das grandes peças musicais de Vicenzo Bellini, "Norma" foi inspirada na tragédia de cinco atos chamada "L'Infanticide", escrita pelo poeta e dramaturgo francês Alexandre Soumet (1788-1845), cujas obras ilustravam a prudência com que os escritores da primeira geração romântica se libertavam da rigidez clássica.

Esta ópera teve sua estréia no Teatro Alla Scala de Milão no dia 26 de dezembro de 1831, sem muita repercussão, para decepção de Bellini. Com o tempo, foi ganhando notoriedade e se tornou um dos grandes clássicos da música erudita. Dentro do elenco, o papel principal de Norma é dado a uma soprano. Completam a formação dos personagens da ópera musical: Adalgisa (contralto), Polione (tenor), Oroveso (baixo), Clotilde (mezzosoprano) e Flávio (tenor).

O compositor italiano Vicenzo Salvatore Carmelo Francesco Bellini nasceu em Catânia, na região da Sicília no ano de 1801, e é considerado um dos maiores e célebres compositores de ópera do século XIX, sendo essencialmente melodista, cuja linha musical viria a influenciar a música de Chopin. Foi um garoto prodígio e também chegou a compor músicas sacras, de câmara e sinfônica. Morreu em Puteaux, na França, em 1835.