4 de jun. de 2014

Um Chá Com Brown - Parte 13 (O Inquieto Carlinhos)


Carlinhos Brown e DJ Dero - Maria Caipirinha

Em todo carnaval realizado na Bahia, Carlinhos Brown sempre se mostrou inquieto e inovador. Em 2003, criou o trio Camarote Andante sempre com novidades a cada ano. Também gravou um novo trabalho ao lado do Dj Dero e lançado no ano seguinte: o cd duplo internacional Candyall Beat, o qual incluía os discos Eletrônica Artesanal e Candyall Beat Club, destacando as músicas "Sambadream" e "Maria Caipirinha".

Além da sua inquietude, o músico foi alvo de polêmicas. No final da década de 1990, Brown foi preso por desfilar nu durante a apresentação da Timbalada, em protesto contra a organização e o congestionamento dos trios, fato que desencadeou um processo por atentado ao pudor, livrando-se ao doar 200 cestas básicas. Em 2004, foi detido por desacato à autoridade quando, durante a apresentação no circuito Barra/Ondina no carnaval de Salvador, criticou no microfone diante do público e desceu do trio elétrico para conversar com o policial militar que prendeu um dos seguranças do bloco.

Em 2006, Brown reclamou da violência no carnaval diante do camarote 2222, de Gilberto Gil, fato que veio a se arrepender no dia seguinte com um pedido de desculpas a Gil, então ministro da cultura na época. Em 2007, gravou o cd A Gente Ainda Não Sonhou e lançou um novo bloco de cordas no carnaval de Salvador denominado "Pipocão", com patrocínio do Guaraná Antárctica, que sairia apenas em 2008. 

Ainda em 2008, foi convidado pela Emtursa (Empresa de Turismo de Salvador) para ser o curador geral da Festa de Iemanjá, cuja data coincidia com o sábado de carnaval daquele ano. O músico compôs "Odoiara", em homenagem a Iemanjá e se apresentou nos palcos armados no bairro Rio Vermelho, onde levou vários convidados especiais. E em 2009, Carlinhos Brown completou 30 anos de carnaval.


1 de jun. de 2014

Sintonia::: Especial Renato Teixeira



Playlist com Top 15 contendo as maiores composições e interpretações de Renato Teixeira.

Renato Teixeira, Por Ele Mesmo

Renato Teixeira - Tocando Em Frente

Palavras do próprio Renato Teixeira falando um pouco de sua vida e sua carreira:

Confesso que não é nada fácil ter que contar minha história. Viver é uma coisa tão normal, que não vejo diferença nenhuma entre a vida de um artista e de qualquer pessoa. Entretanto, num determinado momento de nossa carreira, o trabalho que realizamos começa a ganhar notoriedade e a curiosidade aumenta, então a gente conta alguma coisa...

Muitos estranham o fato da minha música ter origens caipiras e eu ser caiçara, nascido em Santos. Vejo isso como uma questão puramente familiar; são fatos circunstanciais, apenas. Passei a infância em Ubatuba e a adolescência no interior do Estado. Meu pai melhorou de emprego com essa mudança; eu e meu irmão já estávamos em idade escolar; Taubaté, naquele momento, era mais conveniente. Mudamos para lá. E foi muito bom! A música, em Ubatuba, já fazia parte do meu dia-a-dia.

Das atividades familiares a que mais me interessava era a música; todos tocavam e alguns eram, verdadeiramente, músicos. Eu poderia ter sido fogueteiro como meu avô Jango Teixeira, que tocava bombardine na banda. Poderia ter sido professor como meu avô paterno, Theodorico de Oliveira, que tem uma linda história intelectual com a poesia e a literatura.

Mas a música não me deixou espaços. Quis ser arquiteto por influência de um verso de Manuel Bandeira pregado na parede do atelier do Romeu Simi: " Passou a arquitetura, ficou o verso." Vim para São Paulo no final dos anos sessenta, por indicação de Luiz Consorte que colocou uma fita com minhas músicas nas mãos de seu tio, Renato Consorte, que a enviou para os ouvidos do Walter Silva. Dei sorte! O Walter era um grande promotor de novos artistas e um homem muito conhecido nos meios de comunicação. As portas se abriram e, logo eu estava no Festival da Record de 67. Minha música era "Dadá Maria" e foi defendida pela Gal Costa (também em começo de carreira) e pelo Silvio César. Mas, no disco do festival, quem canta com Gal sou eu. Foi minha primeira gravação. Participei daquela fatia da história da MPB como um espectador privilegiado.

Sempre procurei conhecer a nossa história musical, ouvir todas as canções e todos os gêneros. Do samba à música caipira. Em tudo que ouvi sempre deparei com o talento e a vocação dos compositores brasileiros. A geração musical que frutificou da Bossa Nova, nos anos sessenta era chocante. Uma linda síntese de tudo que aconteceu de essencial na música brasileira até então. Foi uma festa. Ouvi a Banda do Chico em São José dos Campos, antes do festival e foi um impacto inesquecível. Ainda morava em Taubaté.

Ouvi Milton Nascimento antes do sucesso, e era deslumbrante. Todos que o conheceram nessa época, já tinham por ele uma admiração que só os grandes mitos podem desfrutar. Vimos e ouvimos Elis, todos os dias. Assisti bem de perto o surgimento do Tropicalismo. Na virada dos anos sessenta para os setenta a música silenciou. Fui fazer jingles publicitários para sobreviver. Acontece que gostei muito do assunto.

Enquanto atuei nessa área consegui realizar um bom trabalho, pois criei jingles que fizeram muito sucesso como aqueles do Ortopé, do Rodabaleiro e do Drops Kids Hortelã, que muita gente lembra até hoje. Nesse tempo já havia me identificado totalmente com a música caipira. Participei efetivamente da Coleção Música Popular Centro Oeste/ Sudeste do Marcos Pereira onde gravei algumas canções; entre elas: "Moreninha Se Eu Te Pedisse". Com meus lucros publicitários e em parceria com Sérgio Mineiro, criei o Grupo Água, que nós dois bancávamos.

Tocávamos sem visar lucros. Foi com esse grupo que consegui assimilar o espírito da cultura caipira e projetá-la de uma forma contemporânea para todo o Brasil. Tocamos muitos anos juntos até que, um dia, a Elis gravou "Romaria" e convidou o grupo para acompanhá-la na gravação. Foi um grande sucesso que mudou minha carreira e criou um grande espaço para que a música do interior paulista invadisse o mercado. Hoje vivemos um processo seletivo e a tendência é que, cada vez mais, as pessoas entendam o que Elis quis dizer, quando gravou "Romaria".

A parceria com Almir Sater é um grande momento na minha história. Juntos compomos alguns sucessos que são fundamentais para a sustentação das nossas carreiras. As mais conhecidas são "Um Violeiro Toca" e "Tocando Em Frente". Outra parceria importante foi com a dupla Pena Branca e Xavantinho. Nosso encontro foi em Aparecida do Norte no início dos anos oitenta e, juntos gravamos o disco Ao Vivo em Tatuí, que se transformou num marco no gênero. Aprendi muito com esses dois companheiros, verdadeiros representantes da cultura caipira.

A morte de Xavantinho foi prematura, sua partida impediu que pudéssemos usufruir mais da voz deste que, na minha opinião, foi um dos maiores cantores brasileiros de todos os tempos. Meu projeto de vida é dar continuidade ao meu sonho de divulgar e difundir cada vez mais o espírito do caipirismo valeparaíbano; não pela repetição das velhas formas e sim pelo potencial que esse Universo cultural oferece para que, como sempre, a música brasileira avance em direção ao futuro, coerente com a evolução, naturalmente moderna.
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Extraído do Site Oficial.

Renato Teixeira - Romaria



Apresentação ao vivo de Renato Teixeira na Festa Nacional de Música em2011, na cidade de Canela, Rio Grande do Sul, cantando um de seus grandes sucessos que o tornaram conhecido em todo o Brasil na voz de Elis Regina: "Romaria".

Homenageado do Dia: Renato Teixeira


Renato Teixeira - Amanheceu, Peguei a Viola

Um dos grandes cantores e compositores da música caipira, Renato Teixeira é o Homenageado do Dia deste domingo.

30 de mai. de 2014

Momento Flashback: David Gates


David Gates - Take Me Now

David Ashworth Gates é um cantor norte-americano natural da cidade de Tulsa, estado de Oklahoma,  e ex-integrante da banda Bread. Ele e Robb Royer (um dos co-fundadores da banda) são os únicos sobreviventes da banda.

Em 1957, seu primeiro êxito, "Jo-Baby", foi registrado por Chuck Berry. David a escreveu para sua namorada Jo Rita, com quem ele se casou e teve filhos enquanto estudavam na Universidade de Oklahoma.

Em 1961, se mudou com a família para Los Angeles, principiando uma carreira como compositor e produtor. No final dos anos 60 colaborou com Elvis Presley, Bobby Darin, Merle Haggard. Em 1968, cria a banda que chegaria às paradas de sucesso mundiais e do grupo faziam parte ainda James Griffin (10 de agosto de 1943 – 11 de janeiro de 2005), Robb Royer ( 6 de dezembro de 1942), mais tarde o baterista Michael Botts (ou Mike Botts - 8 de dezembro de 1944 - 9 de dezembro de 2005), e o tecladista Larry Knechtel (4 de agosto de 1940 - 20 de agosto de 2009).

Em 1973, após inúmeros desentendimentos entre Griffin e Gates, a banda se separa e seus integrantes seguem carreira solo em diferentes direções. Contudo, nenhum deles alcançou separadamente o sucesso da união de antes. Em 1977 a banda volta a se reunir e lançou aquele que seria seu último álbum (Lost Without Your Love) que foi bem recebido pela crítica e público.

David Gates lançou seus próprios álbuns, First e Never Let Her Go, em 1975, Goodbye Girl, em 1978, Falling In Love Again, em 1980, Take Me Now, em 1981, e Love Is Always Seventeen, em 1995.

Várias de suas cançoes foram gravadas por artistas como Julio Iglesias e Boy George. Everything I Own é uma homenagem a seu pai que foi a sua maior influência e principal incentivador. Foi gravada por The Kendalls & Joe Stempley de Nashvile.

Sua incrível habilidade e versatilidade como compositor o levou por vários gêneros musicais. David Gates continua a escrever e produzir no estúdio de gravação que possui em sua fazenda na Califórnia. Um dos seus sucessos após deixar o grupo é "Take Me Now", além de "Goodbye Girl", que deu o Oscar de melhor ator para Richard Dreyfuss, em filme homônimo.

David Gates já participou de dois álbuns da consagrada banda brasileira Roupa Nova; no disco Através dos Tempos de 1997 o cantor fez dueto com o sexteto carioca na música "De Ninguém", versão de The Guitar Man da banda Bread; no disco Natal Todo Dia de 2007 foi a vez de David Gates participar de "Volte Neste Natal".
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Fonte: Wikipédia.

29 de mai. de 2014

Sintonia In Concert: Jessye Norman


Jessye Norman - Die Allmacht

Jessye Mae Norman (Augusta, Geórgia, 15 de setembro de 1945) é uma soprano estado-unidense, ganhadora quatro vezes do Grammy. Norman é uma das mais admiradas cantoras contemporâneas. É uma soprano dramática verdadeira, associada particularmente aos papéis das óperas de Verdi e Beethoven. É muito conhecida pela suas qualidades emocionais expressivas e seu um estilo intelectual formidável.

Foi uma das cinco crianças em uma família de músicos amadores: sua mãe e seu avô materno foram pianistas, seu pai um cantor em um coral local. A sua mãe insistiu para que ela começasse a estudar piano desde pequena. Norman mostrou seu talento vocal ainda criança, cantando música religiosa na Igreja Batista que frequentava. Aos nove anos de idade, escutou pela primeira vez uma ópera, e imediatamente se tornou uma fã do gênero. Começou a ouvir gravações de Marian Anderson e Leontyne Price, figuras que foram sua inspiração. Aos 16 anos de idade participou da Competição Vocal Marian Anders, em Filadélfia, mas não conseguiu ganhar. No entanto, foi-lhe oferecida uma bolsa de estudos na Universidade de Howard, em Washington. Enquanto estudava, ela também cantou em corais universitários e como solista profissional na Igreja Templo Unido em Lincoln. Uma de suas professoras na época foi Carolyn Grant. Em 1966, venceu a competição da Sociedade Nacional das Artes e Letras. Depois de se formar em 1967, começou a se aprimorar no Conservatório Peabody em Baltimore e depois na Universiade de Michigan, onde recebeu o título de Mestra em 1968. Durante esse período, Norman estudou canto com Elizabeth Mannion e Pierre Bernac.

Depois de se graduar, Norman, como muitos músicos jovens de sua época, mudou-se para a Europa para estabelecer sua carreira. EM 1969, venceu a Competição Internacional de Música ARD em Munique e, por causa disso, assinou um contrato de três anos Com a Ópera Alemã de Berlim, onde estreou no mesmo ano como Elisabeth em Tannhäuser, de Richard Wagner. Críticos descreveram Norman como "a melhor voz desde a soprano alemã Lotte Lehmann". Nos anos seguintes, apresentou-se com várias companhias de ópera italianas e alemãs. Em 1970, fez sua estreia na Itália com a obra Deborah de Handel. Em 1971, apresentou-se pela primeira vez no Maggio Musicale de Florença como Sélica de L'Africaine de Meyerbeer. No mesmo ano, fez o papel da Condessa Almaviva em Le Nozze de Figaro de Mozart no Festival de Berlim e posteriormente gravou a obra com a Orquestra BBC, sob a regência de Colin Davis. Em 1972, Norman estreou no La Scala, onde cantou Aida de Giuseppe Verdi, e no Royal Opera House, Covent Garden, onde cantou o papel de Cassandra, de Les Troyens, de Hector Berlioz. Norman apareceu ainda como Aida em uma versão para concerto no Hollywood Bowl. No ano de 1993, em Nova Iorque ela apresentou o recital chamado "Great Performers", no Lincoln Center.

Em 1975, Norman mudou-se para Londres, onde fez óperas nos cinco anos seguintes. Depois disso, retornou para a América do Norte em 1976 e 1977 para fazer extensas turnês de recitais. Foi somente depois de se fixar na Europa que ela se apresentou nas maiores casas de óperas e festivais, incluindo o Festival de Edimburgo, o Festival de Salzburgo, o Festival Ainx-en-Provence, a Ópera de Stuttgart, entre outros. Nos anos 1970, viajou pela Europa em turnê com obras de Schubert, Mahler, Wagner, Brahms, Erik Satie, Olivier Messiaen e muitos outros compositores estadunidenses contemporâneos.

Em outubro de 1980, Norman retornou para as óperas com o papel título Ariadne auf Naxos, de Richard Strauss, na Ópera Estatal de Hamburgo. Sua estreia operística nos Estados Unidos viria apenas em 1982 com a Companhia de Ópera da Filadélfia, aparecendo em Oedipus Rex, de Ígor Stravinsky, e em Dido e Eneias, de Henry Purcell. Em 1983, fez sua estreia no Metropolitan Opera com Les Troyens, de Hector Berlioz, uma produção que marcou o centésimo aniversário da companhia. Cantou na celebração do sexagésimo aniversário da Rainha Elizabeth II, em 1986, ano em que também apareceu como solista das Quatro últimas canções (Vier Letzte Lieder) de Strauss com a Orquestra Filarmônica de Berlim em turnê nos Estados Unidos.

A partir de meados da década de 1990, Norman começou a afastar-se de papéis de palco soprano e migraram para papéis mezzo soprano. Em janeiro de 1997 ela se apresentou na segunda inauguração do presidente dos EUA, Bill Clinton. Em março de 2014, Norman foi destaque no Green Music Center Weill Hall no campus da Universidade Estadual de Sonoma em Rohnert Park (Condado de Sonoma), Califórnia, em um recital de padrões americanos em homenagens a Gershwin, Ellington e Fitzgerald.

Semana que vem falarei dos maiores regentes da música erudita.
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Fonte: Wikipédia.



28 de mai. de 2014

Um Chá Com Brown - Parte 12 (Projetos Sociais)


Carlinhos Brown - Te Amo Família


Carlinhos Brown, através da Associação Pracatum Ação Social, idealizou dois grandes projetos para a comunidade do Candeal: a Escola Municipal Infantil Virgen de La Almudeña e o projeto Aos Olhos dos Erês.

A Escola Municipal Infantil Virgen de La Almudeña é uma instituição sem fins lucrativos e que foi construída pela Pracatum em parceria com a Secretaria de Educação de Salvador (responsáveis pela sua gestão), a Coca-Cola da Espanha, o Instituto Coca-Cola do Brasil e a Agência Internacional de Cooperação Espanhola, vindo a ser inaugurada em 2007. O nome da escola é uma homenagem à santa protetora de Madri (capital da Espanha) e mãe dos recém-nascidos.

Situada na Rua Bons Ares, no bairro do Candeal, em Salvador e atende, atualmente, entre 250 a 300 crianças entre 02 (dois) a 08 (oito) anos de idade. Possui três pavimentos com salas de aula, laboratório de informática, brinquedoteca, sala de professores, refeitório e sala de leitura.


Já o projeto Aos Olhos dos Erês também foi idealizado pela Associação Pracatum em parceria com o projeto Criança Esperança, da TV Globo com apoio da UNESCO, realiza exposições de fotografias e artes plásticas, e propõe contar a historia da comunidade do Candeal, trilhando por um caminho cronológico de Carlinhos Brown até D. Josefa Santana, a primeira moradora do bairro, sob o olhar de meninos e meninas de 10 a 18 anos, moradores do Candeal Pequeno e adjacências.

Os dados coletados foram registrados pelos jovens e adolescentes participantes das oficinas de Fotografia, Artes Plásticas e Produção Literária, ao longo de 08 meses de trabalho resultando na exposição itinerante que tem o conceito de uma instalação, onde imagens textos e suportes artísticos dialogam traduzindo interpretação dos Erês da visão cotidiana do Candeal: janelas, ruas, becos, escadarias, varais de roupas, animais, personalidades especiais e gente do lugar, circulando ao meio  de sons e ritmos próprios e peculiares, que despertam para um olhar onde cada um começa a se sentir  parte integrante desta história, buscando conhecer suas origens.
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Fontes:
- Impressão Digital.126
- Bahia Já

25 de mai. de 2014

Sintonia::: Especial Skank



Playlist com Top 15 contendo os maiores sucessos do Skank.

Os novos trabalhos da banda Skank e seu reconhecimento musical

Skank - Sutilmente


Em novembro 2004, chegou o momento de sua primeira coletânea de sucessos, Radiola, com repertório focado nos discos Maquinarama e Cosmotron, lançada em novembro do mesmo ano. Além de oito hits remasterizados em Nova York, o álbum trouxe quatro novidades para o público: as inéditas “Um Mais Um” e “Onde Estão?” e ainda duas versões também inéditas, “Vamos Fugir”, de Gilberto Gil e Liminha (gravada para a campanha de verão das sandálias Rider) e “I Want You”, de Bob Dylan (gravada no final de 1999 para um tributo ao cantor norte-americano que nunca chegou a ser lançado). Revestindo a capa de Radiola, está o trabalho dos irmãos Rob e Christian Clayton, artistas plásticos americanos, colaboradores das revistas Rolling Stone e Zoetrope (de Francis Ford Coppola) e diretores de arte do clipe “All Around The World”, do Oasis. As imagens do material gráfico da primeira compilação do Skank, “Happy All The Day” e “Long Journey”, fazem parte de “Six Foot Eleven”, exposição dos Clayton Brothers em parceria coma galeria La Luz de Jesus (Los Angeles). Radiola vendeu mais de 210 mil cópias.

Intitulado Carrossel, o nono álbum do Skank foi gravado no estúdio Máquina, da banda, em Belo Horizonte. Na ocasião, os fãs puderam assistir, ao vivo, a uma parte do processo de criação e produção do álbum. A banda instalou uma câmera exclusiva, que transmitia imagens em tempo real. O disco chegou às lojas pelas mãos da SonyBMG, em agosto de 2006. Produzido por Chico Neves e Carlos Eduardo Miranda e mixado em Nova York, no estúdio Sterling Sound, o disco trouxe 15 faixas inéditas, de Samuel Rosa com Nando Reis, Chico Amaral, César Maurício, Rodrigo F. Leão, Humberto Effe e Arnaldo Antunes, este último inaugurando a parceria com o vocalista do Skank.

O primeiro single, “Uma Canção É Para Isso” (Samuel Rosa / Chico Amaral), foi disponibilizado para audição no site banda quinze dias antes do lançamento oficial do álbum. A capa do CD saiu com projeto gráfico de Marcus Barão, que usou pinturas surrealistas de Glenn Barr, artista plástico de Detroit. Barão foi responsável pela arte de outros discos do Skank, como Skank Ao Vivo MTV, Maquinarama, Siderado e Skank (disco de estreia da banda).

Na época do lançamento de Carrossel, o Skank também disponibilizou todo o conteúdo do álbum em um aparelho de telefone celular. Com esta ação pioneira, o Skank tornou-se a primeira banda brasileira a embarcar nessa onda. O modelo W300 da Sony Ericsson, que vinha com todas as músicas do álbum de 2006, vendeu mais de 75 mil unidades e rendeu para a banda o primeiro Celular de Ouro do Brasil, certificação reconhecida pela ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos).

Dois anos depois do lançamento de Carrossel, em outubro de 2008, o Skank reaparece com Estandarte, uma obra-prima que, além de ter boas músicas, veio à luz acompanhada de forte campanha viral. Enquanto o primeiro single do disco, “Ainda Gosto Dela” – com participação de Negra Li – ganhava as rádios do Brasil, a banda promovia mais uma ação pioneira, o “Vote no Bis”, deixando o público de seus shows escolher as canções que queria ouvir no Bis, através do envio de SMS. Em março de 2009, o Skank anunciou o segundo single do álbum, “Sutilmente”, canção eleita pelos fãs através de votação que a banda promoveu em seu site oficial.

Foi por acumular em seu currículo ações como essas que o Skank ganhou, em agosto de 2009, o troféu “Iniciativa de Mercado” na 16ª edição do Prêmio Multishow. Na mesma noite, a banda também levou o prêmio de Melhor Clipe por “Ainda Gosto Dela”. No Vídeo Music Brasil (VMB) 2009, o Skank ganhou o prêmio de Melhor Clipe, com a música “Sutilmente” (Samuel Rosa/Nando Reis). Ainda no mesmo ano, o álbum Estandarte foi indicado ao Grammy Latino 2009, na categoria “Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro”.

No dia 19 de junho de 2010, o Skank gravou, no Estádio do Mineirão, na Pampulha, em Belo Horizonte, o CD, DVD e Blu Ray, Multishow ao Vivo – Skank no Mineirão, projeto da banda em parceria com a Sony Music e o canal Multishow. O show, que teve seus ingressos esgotados dias antes, recebeu mais de 50 mil pessoas, que lotaram o Mineirão no último evento realizado no estádio, antes de seu fechamento para a Copa do Mundo de 2014. Para a surpresa dos fãs, o show também contou com a participação especial da cantora Negra Li, fazendo um dueto com Samuel Rosa na música “Ainda gosto dela”. O projeto tem previsão de lançamento em outubro de 2010.

Com mais de 5,5 milhões de discos vendidos, o Skank vive atualmente o privilégio de ter e o desafio de manter a fidelidade de seu público, que lhe apoia mesmo em seus voos mais arriscados.
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Extraído do Site Oficial.