22 de nov. de 2009

Flávio e seu reconhecimento


Flávio Venturini - Besame


Paralelo às atividades da banda 14 Bis, Flávio Venturini lançou dois discos solo: Nascente (1982) e O Andarilho (1985).

Em 1990, veio a lançar seu terceiro disco em carreira solo Cidade Veloz, com destaque para a música "Besame", anteriormente gravada pela cantora Leila Pinheiro em 1988. No ano seguinte faz um show com Toninho Horta no Circo Viador, Rio de Janeiro, que foi gravado e lançado em disco somente em 1997. Em 1992, pela Som Livre, grava seu cd Flávio Venturini Ao Vivo reunindo sucessos do grupo O Terço e 14 Bis, além da carreira solo.

Dois anos depois, com o cd Noites de Sol, pela gravadora Velas, Flávio seu primeiro disco de ouro. O disco foi bem recebido pelo público que teve como destaque as músicas "Noites Com Sol", "Quando Você Chegou", "O Que Tem de Ser", "Cabaré da Sereia", além da regravação de "Nuvens", sucesso do 14 Bis. Em 1996, lança outro disco com grande sucesso, Beija-Flor, onde emplacou com a faixa-título e "De Sombra e Sol".



Venturini em O Terço e 14 Bis

14 Bis - Planeta Sonho


Flávio Hugo Venturini nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Sendo revelado pelo Clube da Esquina na década de 1960 (movimento que reuniu Milton nascimento, os irmãos Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, entre outros), veio a participar do grupo de rock progressivo O Terço, em 1968, formado no Rio de Janeiro, junto com Jorge Abiden, Sérgio Hinds e Vinicius Cantuária. O grupo veio a participar de vários festivais realizados em Minas, bem como nas edições do Festival Internacional da Canção.

Após deixar O Terço em 1977, onde gravou alguns discos de sucesso como Criaturas da Noite (1975) e Casa Encantada (1976), o grupo veio terminar no ano seguinte. Daí, Flávio gravou o disco A Página do Relâmpago Elétrico com Beto Guedes. No início da década de 1980, Flávio Venturini se une ao seu irmão Cláudio Venturini e aos músicos Hely Rodrigues, Vermelho e Sérgio Magrão, para formar a banda 14 Bis, em Minas Gerais. A partir daí, inicia um grande caminho de sucessos na sua vida profissional, ligada à trajetória da banda que se firmaria como um dos grandes nomes da MPB. Porém, sua permanência no grupo durou até 1987 quando saiu para sua carreira solo.

Pelo 14 Bis, Flávio gravou 8 discos e compôs grandes hits que marcariam sua carreira junto à banda e que ainda canta em seus shows como "Linda Juventude", "Planeta Sonho", "Nuvens", "Todo Azul do Mar", "Espanhola", "Uma Velha Canção Rock'n Roll", entre outras.


Flávio Venturini - Noites Com Sol



Show no Memorial da América Latina, em 04/09/2008, onde Venturini canta um de seus grandes sucessos.


Homenageado do Dia: Flavio Venturini


Flavio Venturini - Nuvens

Um dos grandes compositores e músicos brasileiros vindo de Minas Gerais e que fez parte do Clube da Esquina, o tecladista e cantor Flávio Venturini é o Homenageado do Dia.



20 de nov. de 2009

Dia da Consciência Negra

"(...) Esse canto que devia ser um canto de alegria
Soa apenas como um soluçar de dor." (Mauro Duarte / Paulo C. Pinheiro)

Dia da Consciência Negra. Seria realmente um dia para cantarmos de alegria ou para cantarmos de dor, de tristeza, de revolta? Ouvindo esta música de Clara Nunes, feita por Paulo Cesar Pinheiro, um dos maiores letristas da nossa mpb, me fez parar para refletir sobre a nossa sociedade diante de um dia como este.

O Brasil talvez seja um dos raros países do mundo em que a miscigenação racial é mais forte e evidente, fruto de seu passado histórico de dominações européias e influências africanas e até asiáticas. Isso nos dá um retrato do que seja o brasileiro hoje, após olharmos o passado histórico da nossa população e o negro que, antigamente vindo na condição de escravo para trabalhar aqui no lugar dos índios nativos, ainda sofre com o preconceito em relação ao meio social, ao mercado de trabalho e às suas próprias conquistas pessoais.

A conscientização do povo brasileiro hoje é uma realidade distante, independente do objeto e dos meios que se pretende alcançar. O legado dos escravos negros, nos tempos coloniais, nos trouxe grandes presentes para a vida cultural em quase todo o país com suas contribuições. E mesmo assim se encontra injustiçado, esperando por um reconhecimento de igualdade de direitos que nem nossa CF/88 e suas mudanças legislativas foram capazes de sanar completamente e vemos hoje um povo distinto no nosso meio social. Consciência é buscar despertar a visão do mundo de forma coletiva, conjunta.

A conscientização deve ser buscada nos 365 dias do ano e não resumirmos em apenas um dia. É muito pouco para um povo, cuja educação e saúde encontram-se bastante limitados e quase inacessíveis para todos e o negro é quem mais sofre com isso tudo. Só nos resta lamentarmos de dor por todo esse mal histórico que se submeteu ao nosso pobre povo negro brasileiro e torcermos para que a conscientização parta de cada um de nós.


Junior Silva



Momento Flashback: Foreigner

Foreigner - Waiting For a Girl Like You


Banda norte-americana formada, inicialmente, pelos fundadores Mick Jones e Ian MacDonald que, juntamente com Ed Gagliardi, Lou Gramm, Al Greenwood e Dennis Elliot, fizeram sucesso na década de 1970 e 1980.

O primeiro disco de 1977 deu início à carreira do grupo, com destaque para "Cold As Ice". Quando lançou o disco 4, em 1981, o Foreigner passou por mudanças em sua formação, mas, ainda assim, conseguiu grande sucesso com a música "Waiting For a Girl Like You".

Repetiria o sucesso com o sexto disco Agent Provocateur, em 1984, que obteve grandes vendagens emplacado pelo single "I Want To Know What Love Is". Ainda nesta década, a banda veio a encerrar suas atividades e alguns músicos partiram para carreira solo. Tentou a volta em 1993, embora com algumas ausências, vindo a lançar novo disco em 1995 com Mr. Moonlight, mas logo dissolve-se tempos depois.

Em 2005, Mick Jones volta com nova formação na banda com Jeff Jacobs (teclados) e Tom Gimbel (guitarra), além de anunciar a entrada de mais três integrantes: o vocalista Kelly Hansen (ex-Hurricance), o baixista Jeff Pilson (ex-Dokken e Dio) e o baterista Jason Bonham (ex-UFO).

19 de nov. de 2009

A Música no Mundo e no Brasil - Parte 13

As Origens do Rock Brasileiro: Pré-Jovem Guarda

Na década de 1950 a televisão ainda era desconhecida para a grande maioria dos brasileiros. Brasília estava sendo construída e os artistas brasileiros, com raras exceções, faziam versões para os rocks de Elvis Preley, Bill Halley e outros artistas geralmente norte-americanos como Neil Sedaka. Dele era a música "Stupid Cupid", que virou "Estúpido Cupido" na voz de Celly Campello.

"Lacinhos Cor-de-Rosa"
, "Banho de Lua", "Túnel do Amor" e "Broto Legal", quase todas versões de Fred George, foram outros sucessos na voz da adolescente Celly. Outros Intérpretes se destacavam em segundo plano como Carlos Gonzaga, Rinnie Cord e George Friedman. Note que quase não haviam compositores, apenas cantores, cantoras e autores de versões; O fenômeno do rock, vivido na época nos Estados Unidos chegava ao Brasil copiado e imitado, sem a menor criatividade.

"Estúpido Cupido"
foi para o primeiro lugar nas paradas de sucesso. Junto de Celly aparecia, no cenário roqueiro brasileiro da época, seu irmão Tony Campello. Mais uma vez, perceba os nomes dos artistas, todos "americanizados". Celly nasceu na cidade de Taubaté, começou a cantar aos 13 anos e aos 15 lançou seu primeiro compacto. Sua carreira foi rápida: de 1958 a 1962.

Depois do sucesso do programa da TV Record "Celly e Tony em Hi-Fi" ao lado do irmão, se casou e parou de cantar. Reapareceu com a nostalgia criada pela novela também chamada "Estúpido Cupido", em 1976, pela Rede Globo, ainda que tenha feito reaparições a partir de 1972 quando a moda de reviver a Jovem Guarda apareceu pela primeira vez.

Ainda na década de 1950, é também a balada "Diana" de Carlos Gonzaga, original de Paul Anka. Em Lins de Vasconcelos, subúrbio do Rio de Janeiro, Roberto Carlos e Tim Maia formavam o conjunto Os Sputniks, em 1957. O rádio ainda era o canal para a divulgação de música e no programa de Carlos Imperial na Rádio Tupi, o "rei" cantava pela primeira vez sozinho a sua versão de "Jailhouse Rock", original de Presley.

Próxima semana veremos o surgimento das bandas de guitarras.



18 de nov. de 2009

Mariene e o Santo de Casa


Mariene de Castro e Maria Bethânia - A Força Que Vem da Raiz


Celebrando 15 anos de carreira, Mariene de Castro lançou, neste ano, seu segundo cd e primeiro dvd denominado Santo de Casa, baseado no repertório de seus shows recentes do "Projeto Santo de Casa", gravado ao vivo no Teatro Castro Alves e que inclui músicas do primeiro disco e algumas novas, mas com a mesma receita do seu trabalho anterior com uma mistura de sambas populares.

Com produção da própria cantora, o novo cd traz músicas de Roque Ferreira, Dorival Caymmi, Geraldo Pereira, entre outros que, para Mariene, é mais uma homenagem que faz à cultura popular.



Quem é Mariene?


Mariene de Castro - Ilha de Maré


Natural de Salvador, estado da Bahia, Mariene iniciou seu curso de canto aos 12 anos. Quando a Timbalada surgiu no início da década de 1990, criada por Carlinhos Brown, Mariene iniciou sua carreira profissional como backing vocal da banda até 1996 quando teve oportunidade de fazer sua primeira apresentação como cantora no Projeto Pelourinho Dia e Noite.

Descoberta por alguns empresários franceses, foi para a França realizar alguns shows, passando um bom período por lá. De volta ao Brasil, foi vocalista do Bloco Cortejo Afro (agremiação voltada à cultura negra) por 6 anos, até vir a lançar, em 2005, seu primeiro disco: Abre Caminho

Com influências no samba tradicional, samba-de-roda, maracatu, ijexá e outros elementos rítmicos de origem negra, seu trabalho teve como destaque algumas regravações de sucesso como "Ilha de Maré", "Cantiga de Cangaceiro", "Raiz", além da faixa-titulo e um dos sucessos de Guilherme Arantes ("Planeta Água"). O disco lhe rendeu indicação ao Prêmio Tim de Música, vindo a ganhar na categoria "Melhor Disco Regional" no mesmo ano, além de outras premiações.

REVELAÇÃO MPB: Mariene de Castro



Mariene de Castro - Abre Caminho

De ex-timbaleira, revelada por Carlinhos Brown a um dos novos talentos da música baiana e da música popular brasileira, a baiana Mariene de Castro é a Revelação MPB desta quarta-feira.