27 de jul de 2014

Capital Inicial, mudanças e novos trabalhos.

Capital Inicial - Tudo Que Vai

Em 1992, Bozzo Barretti deixa o grupo, e em 1993, divergências musicais e pessoais levam o vocalista Dinho Ouro Preto a seguir carreira solo. Enquanto isso, o Capital Inicial, agora com o santista Murilo Lima (ex-banda Rúcula) nos vocais, lança Rua 47 (1994) e Ao Vivo (1996), o primeiro pela Qualé Cumpadi Records, gravadora independente que a banda monta, e o segundo pela Rede Brasil Discos, atual Alpha Discos. Durante os próximos 5 anos a banda praticamente desaparece da mídia, levando muitos a acreditar que a banda tinha acabado. Mas a verdade é que a banda nunca parou de excursionar e fazer shows, e se manteve ativa numa época de baixa do rock brasileiro.

São Paulo, março de 1998. Amadurecidos, com o respaldo do lançamento, pela Polygram, do CD O Melhor do Capital Inicial, da constante execução de suas músicas pelas maiores emissoras de rádio e, principalmente, com o apoio dos fãs - que mantiveram o Capital Inicial vivo -, seus quatro integrantes originais decidem voltar aos palcos.

Dinho Ouro Preto, Loro Jones, Fê e Flávio Lemos voltam à estrada com um novo show, uma comemoração aos 15 anos da banda e aos 20 anos do nascimento do rock candango. O repertório traz sucessos, faixas pouco conhecidas e composições de bandas que fizeram parte da cena de Brasília nos anos 80, como Plebe Rude, Legião Urbana e Finis Africae.

Em julho do mesmo ano a banda assina com a gravadora Abril Music, e em setembro ruma para Nashville no Tennesse, EUA, onde gravam Atrás Dos Olhos. Este disco é produzido por David Zá, que entre outros trabalhou com artistas como Prince, Billy Idol e Fine Young Cannibals. As músicas mais executadas desse disco foram "O Mundo" de Pit Passarel, ex-guitarrista da banda Viper e amigo da banda, "1999" e "Eu Vou Estar". Todas essas músicas tiveram videoclipes com grande repercussão junto ao público da MTV, sendo que "O Mundo" concorreu a cinco prêmios na edição de 1999 do MTV Awards Brasil.

Este mesmo ano de 1998 assiste ainda o lançamento de mais duas coletâneas pela Universal (ex - Polygram): um CD da série Millenium, com 20 músicas pinçadas dos quatro primeiros discos, e um CD de canções do grupo remixadas por produtores e DJs famosos do Brasil. Infelizmente esta mesma gravadora reluta ainda em relançar os discos originais, apesar do evidente prejuízo que tal atitude traz à banda, e a insatisfação dos fãs.

O ano de 1999 é dedicado a turnê brasileira, e ao longo dos shows a banda, além dos antigos fãs, encontra um novo público, adolescentes que não conhecem seus primeiros discos. Então surge a idéia de fazer um disco ao vivo, juntando novos e antigos sucessos. Rapidamente esta idéia se transforma no projeto de um disco Acústico, em parceria com a MTV.

O último ano do século 20 começa com a banda se preparando para a gravação do Capital Inicial - Acústico MTV, que acaba ocorrendo em Março. O disco é lançado dia 26 de Maio, e a primeira tiragem rapidamente se esgota nas principais lojas do Brasil. A primeira música escolhida para tocar nas rádios, "Tudo Que Vai", de Alvin L. e Dado Villa-Lobos, é amplamente executada em todo o país, e a banda vê reconhecido o seu empenho em fazer um disco acústico de rock simples, despojado, mas com a mesma atitude dos seus melhores discos.

Em 2002, após a turnê "desplugada" o Capital volta com força total às guitarras fazendo um disco totalmente rock 'n' roll. Com Yves Passarell assumindo o posto de guitarrista no lugar de Loro Jones que saiu alegando excesso de trabalho, é lançado Rosas e Vinho Tinto. Os hits "A Sua Maneira" e "Mais" explodem nas rádios e o disco já alcança a marca de 200.000 cópias vendidas.

Depois disso a banda lançou mais dois discos de estúdio: Gigante!, de 2004, e Eu Nunca Disse Adeus, de 2007. Seus trabalhos mais recentes são: Multishow Ao Vivo: Capital Inicial em Brasília (de 2008), Das Kapital (de 2010), Saturno (2012) e seu primeiro EP Viva a Revolução lançado em 2014 contendo sete faixas.
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Extraído do site Vagalume (com adaptações).

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